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Vereadores acionam MP contra Braide por retenção de R$ 12 milhões destinados ao Hospital Aldenora Bello

No início da tarde desta sexta-feira (30), um grupo de vereadores de São Luís esteve no Ministério Público do Maranhão (MPMA) para protocolar uma ação contra o prefeito Eduardo Braide (PSD). O motivo é o não pagamento de R$ 12 milhões em emendas parlamentares já aprovadas e destinadas ao Hospital Aldenora Bello, referência no tratamento oncológico no Maranhão.

Participaram do ato os vereadores Marquinhos (União Brasil), Professora Magnólia (União Brasil), Wendel Martins (Podemos), Fábio Filho (Podemos), Flávia Berthier (PL), Romeu Amin (PRD), Otávio Soeiro (PSB), Marcelo Poeta (PSB), Daniel Oliveira (PSD), Raimundo Júnior (Podemos) e Andrei Monteiro (PV).

Segundo os parlamentares, os recursos foram devidamente destinados e aprovados dentro do orçamento municipal, mas permanecem retidos pela gestão do prefeito, apesar de terem finalidade clara e urgente: a ampliação da capacidade de atendimento do Hospital Aldenora Bello.

O projeto prevê a criação de mais 100 leitos, a expansão da ala pediátrica de 23 para 90 leitos, a implantação de 32 novos leitos adultos e também a construção do primeiro Hospital Oncopediátrico do Maranhão, ampliando de forma significativa a estrutura voltada ao atendimento especializado de crianças com câncer. Atualmente, o Aldenora Bello dispõe de 164 leitos.

Para os vereadores, a omissão da Prefeitura de São Luís é grave, injustificável e desumana, sobretudo por atingir diretamente pacientes oncológicos, crianças e adultos, que dependem da ampliação do hospital para ter acesso a tratamento digno e em tempo adequado. A retenção dos recursos, afirmam, agrava filas, sobrecarrega a unidade e impacta diretamente o direito à vida.

Apesar de também terem destinado emendas para o mesmo fim, não participaram da ação no MPMA os vereadores Thay Evangelista (União Brasil), Clara Gomes (PSD), Thyago Freitas (PRD), Marlon Botão (PSB), Astro de Ogum (PCdoB) e Raimundo Penha (PDT).

A ação protocolada no Ministério Público busca responsabilizar o prefeito Eduardo Braide pela retenção de recursos da saúde, prática que, segundo os parlamentares, extrapola o debate político e entra no campo da violação do interesse público e dos direitos fundamentais. Para o grupo, nenhum discurso de eficiência administrativa se sustenta quando o custo do atraso é pago por pacientes que lutam diariamente contra o câncer.

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