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Ministro do STJ nega acusação de importunação sexual e caso é apurado pelo STF e CNJ

O ministro do Superior Tribunal de Justiça (STJ), Marco Buzzi, de 68 anos, negou as acusações de importunação sexual feitas por uma jovem de 18 anos e afirmou que irá comprovar sua inocência. Em carta enviada aos demais ministros da Corte, ele declarou estar “surpreso” com as denúncias e disse que os fatos têm causado sofrimento à sua família.

O caso veio a público na última quarta-feira (4), após a denúncia ser revelada pela imprensa. Segundo as informações, a jovem registrou boletim de ocorrência no dia 14 de janeiro, na Polícia Civil de São Paulo.

De acordo com o relato, o episódio teria ocorrido no dia 9 de janeiro, em Balneário Camboriú (SC), onde a família da jovem passava alguns dias hospedada na casa de praia do ministro. Ela afirmou que estava no mar quando Buzzi teria se aproximado, puxado seu corpo e a segurado pela região lombar. A jovem relatou que tentou se afastar ao menos duas vezes, mas que o ministro teria insistido no contato. Após conseguir se soltar, saiu da água e pediu ajuda aos pais.

Ainda segundo a denúncia, a família deixou o local no mesmo dia. Dias depois, acompanhada de advogados, formalizou a queixa na delegacia.As investigações tramitam sob sigilo. O caso é apurado como importunação sexual, crime cuja pena pode variar de 1 a 5 anos de reclusão, em caso de condenação.

Além do inquérito policial, o Conselho Nacional de Justiça (CNJ) abriu procedimento para apurar os fatos. Nesta segunda-feira (9), o órgão recebeu uma nova denúncia relacionada ao caso, e uma mulher prestou depoimento à Corregedoria. Como ministro do STJ, Marco Buzzi possui foro por prerrogativa de função, e o caso foi encaminhado ao Supremo Tribunal Federal (STF).

Em nota, o ministro repudiou “qualquer ilação de ato impróprio” e reafirmou que demonstrará sua inocência nos procedimentos em andamento. A defesa da jovem informou que aguarda o andamento das investigações e o desfecho pelas autoridades competentes.

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