Ministro André Mendonça se reúne com a PF nesta segunda para acelerar investigações do caso Master

Nesta segunda-feira (23), o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), André Mendonça, convocou uma reunião com delegados da Polícia Federal (PF) responsáveis pelo inquérito do caso Master. O encontro tem como objetivo discutir o andamento das investigações e definir os próximos passos a serem adotados pelos investigadores.
Esta é a segunda reunião de Mendonça com a PF desde o dia 12, quando assumiu a relatoria do caso. Desde então, o ministro vem tomando medidas para reverter decisões anteriores do ministro Dias Toffoli e destravar o avanço das apurações.
Entre as primeiras determinações, Mendonça acabou com a restrição no número de peritos que poderiam atuar na análise dos cerca de 100 dispositivos eletrônicos apreendidos, permitindo que a Polícia Federal utilize toda a sua estrutura técnica ordinária. O ministro também autorizou que depoimentos sejam colhidos nas dependências da própria PF, retomando o fluxo considerado normal para investigações criminais.
Os próximos passos devem incluir a oitiva de investigados que ainda não prestaram depoimento no inquérito que apura suspeitas de irregularidades na venda do banco Master ao Banco Regional de Brasília (BRB).
A expectativa dos investigadores é concluir este primeiro inquérito nas próximas semanas. Paralelamente, já foram abertas outras frentes de apuração em estágio inicial, incluindo possíveis crimes financeiros envolvendo fundos de investimento e o uso de influenciadores para ataques a autoridades públicas.
No âmbito da CPMI do INSS, Mendonça revogou decisão anterior de Toffoli que proibia a comissão de ter acesso a dados provenientes de quebras de sigilo bancário, fiscal e telemático de Daniel Vorcaro, dono do Master. Desde dezembro, por ordem de Toffoli, essas informações estavam sob custódia do presidente do Congresso, Davi Alcolumbre.
A comissão havia marcado para esta segunda-feira (23) o depoimento de Vorcaro, mas o banqueiro informou que não compareceria. Por se tratar de investigado, Mendonça considerou a presença facultativa.
Apesar da ausência, o relator da comissão, deputado Alfredo Gaspar, afirmou que o andamento dos trabalhos não deverá ser prejudicado.



