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Consórcio Via SL confirma paralisação temporária de ônibus em São Luís

Após escândalo, não demorou muito para a empresa Expresso Rei de França (antiga 1001) anunciar a paralisação temporária das suas atividades. O comunicado veio em conjunto com a Expresso Grapiúna, que juntas integram o Consórcio Via SL.

A decisão foi confirmada nesta sexta-feira (27), após reunião realizada na quinta-feira (26), envolvendo trabalhadores e representantes das empresas e escancara a falta de planejamento e previsibilidade das concessionárias diante de um serviço essencial. A interrupção repentina evidencia que, mais uma vez, as empresas não conseguiram garantir a continuidade mínima da operação, penalizando diretamente a população.

De acordo com nota oficial, a suspensão dos serviços ocorre diante da inviabilidade financeira de manter a operação sem a regularização de repasses, argumento que se repete a cada nova crise e reforça a dependência estrutural das empresas. Ainda assim, ao aceitarem operar sob concessão, caberia às empresas assegurar alternativas que evitassem a paralisação total do serviço.

De acordo com nota oficial, as empresas alegam que há inadimplência da gestão municipal em relação aos subsídios do transporte. Os repasses referentes aos meses de outubro, novembro e dezembro de 2025 não foram pagos integralmente, comprometendo o equilíbrio financeiro da operação. Para minimizar os prejuízos, foi adotada a medida de desligamento formal de funcionários, permitindo acesso a direitos como FGTS e seguro-desemprego durante o período de paralisação.

Apesar da suspensão, as empresas afirmam que não se trata de um encerramento definitivo das atividades. A expectativa é de que, com a regularização dos repasses, haja retomada gradual das operações e recontratação dos trabalhadores.

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