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Polícia Civil mira venda ilegal de canetas emagrecedoras e esquema de lavagem de dinheiro na Grande Ilha

A ação resultou na prisão em flagrante de um homem apontado como responsável por liderar o esquema.

Na manhã desta quarta-feira (8), a Polícia Civil do Maranhão deflagrou a “Operação Agonista”, com foco no combate à comercialização clandestina de medicamentos para emagrecimento e à prática de lavagem de dinheiro na Grande Ilha. A ação resultou na prisão em flagrante de um homem apontado como responsável por liderar o esquema.

As equipes cumpriram mandados de busca e apreensão em imóveis localizados nos bairros Cohajap, em São Luís, e Araçagi, em São José de Ribamar. Segundo as investigações do Departamento de Combate ao Crime Organizado (DCCO/SEIC), o suspeito atuava na venda irregular de substâncias utilizadas para perda de peso, sem autorização da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).

Entre os produtos apreendidos estão canetas e ampolas contendo tirzepatida e retatrutida. De acordo com a polícia, apenas um medicamento à base dessas substâncias possui liberação no Brasil, e ainda assim com restrições específicas. Já outras substâncias identificadas não têm qualquer autorização para comercialização no país.

Durante a operação, os policiais também encontraram materiais utilizados no armazenamento e fracionamento dos produtos, como seringas e recipientes térmicos. Além disso, foram apreendidos cerca de R$ 69 mil em dinheiro em espécie, três veículos e uma motoaquática.

As investigações apontam ainda indícios de lavagem de dinheiro. O suspeito mantinha uma empresa registrada para comercialização de vinhos, mas sem movimentação fiscal comprovada. Em um dos endereços, foi localizado um depósito com centenas de garrafas de origem estrangeira, sem documentação que comprovasse a procedência.

O homem foi autuado em flagrante pelos crimes de comercialização ilegal de produto medicinal e lavagem de dinheiro, permanecendo à disposição da Justiça. A operação contou com apoio de diferentes setores da Superintendência Estadual de Investigações Criminais (SEIC), que seguem com as investigações para identificar possíveis envolvidos no esquema.

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