Polícia investiga suposto estupro de estudante dentro de escola em Alcântara (MA)

A Polícia Civil do Maranhão investiga um suposto caso de estupro coletivo ocorrido dentro de uma escola estadual no município de Alcântara, envolvendo cinco adolescentes. De acordo com as investigações preliminares conduzidas pela Delegacia de Alcântara, o crime teria sido praticado por quatro alunos contra uma estudante de 17 anos na última segunda-feira, dia 13. O Ministério Público do Maranhão também acompanha o desdobramento do caso, que levanta discussões sobre a segurança no ambiente escolar e a conduta da administração da unidade de ensino diante de episódios de violência.
Conforme o boletim de ocorrência registrado pela vítima, a abordagem teria começado com uma proposta financeira de R$ 100 oferecida por um dos colegas para que ela tivesse relações sexuais com outro estudante. Após a recusa da jovem, um dos suspeitos teria passado a ameaçá-la, afirmando que faria uma denúncia ao diretor sobre o uso de aparelho celular pela aluna, conduta que é proibida no regimento interno da instituição. Sob coerção, a adolescente relatou ter sido levada para uma sala de aula onde o suposto abuso foi concretizado.
O depoimento da vítima detalha uma ação coordenada entre os suspeitos. Enquanto um dos adolescentes teria praticado o ato, um segundo estudante filmou toda a situação com o próprio celular, e outros dois teriam ficado posicionados do lado de fora da sala, segurando a porta para impedir a entrada de terceiros ou a fuga da jovem.
A Polícia Civil destacou que a escola não comunicou o fato imediatamente e o caso só chegou ao conhecimento das autoridades na sexta-feira seguinte, dia 17, após uma denúncia anônima ser formalizada.

O Conselho Tutelar foi acionado para prestar assistência à vítima, que já realizou o exame de corpo de delito na capital, São Luís. O órgão também acompanhou o depoimento da adolescente e de sua mãe.
Por envolver menores de idade, o processo segue os trâmites estabelecidos pelo Estatuto da Criança e do Adolescente e corre sob sigilo.
A partir desta quarta-feira, dia 22 de abril, a polícia inicia a fase de intimações para colher os depoimentos dos supostos envolvidos e de representantes da escola para apurar possíveis omissões no dever de proteção.



