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Família é investigada por fraude e uso de procuração falsa para tomar RAM 2500 de R$ 375 mil no MA

Uma negociação de venda de uma caminhonete de alto padrão acabou se transformando em caso de polícia e está sendo investigada pela Justiça no Maranhão. O caso envolve suspeitas de falsificação de documentos, uso de procuração falsa e um suposto esquema familiar para transferir ilegalmente uma RAM 2500 Laramie, avaliada em cerca de R$ 375 mil.

Segundo o inquérito, a proprietária do veículo, Mayane Amador da Silva, teria entregue a caminhonete a Luciano Maciel Soares mediante promessa de pagamento, mas o valor nunca teria sido quitado. Após ficar com o automóvel, Luciano teria iniciado manobras para transferir a posse do bem utilizando documentação fraudulenta.

De acordo com a investigação, uma procuração pública teria sido emitida em cartório na cidade de Parnaíba, no Piauí, autorizando a venda do veículo. No entanto, a dona da caminhonete afirma que nunca esteve no local e jamais assinou qualquer documento permitindo a negociação.

Laudos grafotécnicos do Instituto de Criminalística (ICRIM) apontaram que a assinatura presente na procuração não pertence à proprietária, reforçando as suspeitas de falsificação documental e tentativa de enganar o sistema de transferência do DETRAN-MA.

Ainda conforme o processo, após o uso da suposta procuração falsa, Luciano teria transferido a caminhonete para o nome do próprio primo, Gustavo Sousa Maciel. A suspeita é de que a manobra buscava dar aparência de legalidade à negociação, usando um suposto “terceiro de boa-fé”.

Durante depoimento, Gustavo confirmou que fez o pagamento diretamente ao primo Luciano, o que fortaleceu a linha de investigação sobre a atuação conjunta dos dois no esquema. Depois disso, o veículo ainda teria sido repassado para uma empresa terceirizada.

Nos interrogatórios, Luciano tentou atribuir a responsabilidade da documentação ao marido da vítima, alegando que recebeu os papéis já preenchidos. A versão, porém, não convenceu os investigadores diante das provas reunidas no processo.

Com o avanço das investigações, Luciano Maciel Soares e Gustavo Sousa Maciel aceitaram um Acordo de Não Persecução Penal (ANPP) proposto pelo Ministério Público. Pela legislação, esse tipo de acordo exige a confissão formal dos fatos apurados para evitar o prosseguimento da ação penal.

O caso segue repercutindo por expor um suposto esquema de fraude patrimonial envolvendo familiares, documentos falsificados e a tentativa de tomar posse de um veículo de luxo de forma irregular.

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