Colesterol alto pode aumentar risco de infarto e AVC; veja como prevenir

O colesterol é necessário para o funcionamento do organismo, mas quando está em níveis elevados pode se tornar um importante fator de risco para doenças cardiovasculares. O problema costuma evoluir de forma silenciosa e, em muitos casos, só é descoberto durante exames de rotina ou após uma complicação de saúde.
Neste sábado (8), Dia Nacional de Prevenção e Controle do Colesterol, o alerta é para a importância do acompanhamento médico, da realização periódica de exames e da adoção de hábitos que contribuam para a saúde do coração.
O LDL, popularmente chamado de “colesterol ruim”, é uma das principais preocupações. Quando está elevado, pode contribuir para o depósito de gordura nas paredes das artérias, processo que favorece o estreitamento dos vasos sanguíneos e aumenta o risco de infarto e acidente vascular cerebral (AVC).
Apesar de a alimentação influenciar os níveis de colesterol, ela não é a única responsável. A predisposição genética, alterações no metabolismo, sedentarismo e algumas doenças também podem interferir nas taxas apresentadas nos exames.
Colesterol é necessário ao organismo
Ao contrário do que muitas pessoas pensam, o colesterol não é uma substância que deve ser totalmente eliminada. Ele participa da produção de hormônios e vitamina D, além de contribuir para a formação das células.
O risco está principalmente no desequilíbrio entre suas diferentes frações. O LDL pode favorecer o acúmulo de gordura nas artérias quando está elevado, enquanto o HDL participa do transporte do colesterol de volta ao fígado.
Segundo especialistas, porém, ter um HDL elevado não significa que um nível alto de LDL deixa de representar perigo. A avaliação deve considerar o risco cardiovascular individual de cada pessoa.
Problema pode não apresentar sintomas
O colesterol alto é conhecido por ser uma condição silenciosa. A maioria das pessoas não apresenta sinais específicos enquanto os níveis estão alterados e pode permanecer anos sem saber que existe um problema.
Por isso, o acompanhamento médico e os exames laboratoriais são importantes mesmo quando não há sintomas.
A prevenção também envolve manter uma alimentação equilibrada, praticar atividade física regularmente, evitar o sedentarismo e controlar outros fatores que podem aumentar o risco cardiovascular.
A avaliação dos níveis de colesterol deve ser feita por um profissional de saúde, que poderá indicar a frequência dos exames e, quando necessário, o tratamento mais adequado para cada caso.



