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Justiça condena mãe a 21 anos de prisão por envenenamento da filha de seis anos em Lago da Pedra

No Hospital Professor Serra de Castro, a menina sofreu uma parada cardíaca e não resistiu. (Foto: Reprodução)

A Justiça condenou a 21 anos e nove meses de prisão uma mulher acusada de provocar a morte da própria filha, de seis anos, em Lago da Pedra, no Maranhão. A sentença foi proferida pelo Tribunal do Júri da 1ª Vara do município durante sessão realizada na quinta-feira (20).

A criança morreu em 17 de janeiro de 2022, após ser intoxicada por uma substância pesticida. Conforme os autos, o produto identificado posteriormente foi o Terbufós, conhecido popularmente como “chumbinho”.

Na data do ocorrido, a menina estava na casa da avó materna enquanto a mãe trabalhava em um hospital. Segundo os relatos reunidos durante a investigação, a criança começou a apresentar sonolência e reclamou de dores na língua. O quadro se agravou rapidamente e ela foi levada para atendimento médico.

No Hospital Professor Serra de Castro, a menina sofreu uma parada cardíaca e não resistiu.

A suspeita de envenenamento surgiu ainda durante o atendimento. Conforme o processo, a mãe teria afirmado aos profissionais que a filha havia sido envenenada. Depois de ser informada da morte, ela retirou dois recipientes que estavam em seu bolso. Um deles não tinha identificação e apresentava uma substância granulada; o outro continha um líquido transparente.

O material foi submetido à análise, assim como o corpo da criança. O exame toxicológico confirmou a presença de pesticida e apontou compatibilidade entre a substância encontrada no organismo da vítima e aquela localizada nos frascos apreendidos.

Ainda segundo o processo, a mãe declarou que pretendia utilizar as substâncias para tirar a própria vida. A investigação também reuniu depoimentos sobre dificuldades relacionadas aos cuidados com a filha, que tinha diagnóstico de Transtorno do Espectro Autista (TEA) e necessitava de acompanhamento multidisciplinar.

Durante o julgamento, o Conselho de Sentença considerou comprovada a responsabilidade da ré pelo fornecimento ou administração da substância tóxica que levou à morte da criança.

Com a decisão, a condenada deverá cumprir inicialmente a pena em regime fechado. Após a sentença, ela foi encaminhada à Unidade Prisional de Ressocialização Feminina (UPFEM), em São Luís.

Com informações do TJMA.

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