Urnas renovam cenário político e deixam nomes conhecidos sem mandato em 2027

BRASIL – As eleições de 2026 também foram marcadas pela saída de nomes conhecidos da política nacional dos cargos eletivos. Parlamentares, ex-ministros e lideranças de diferentes partidos não conseguiram conquistar uma vaga nas disputas realizadas neste domingo (4) e ficarão sem mandato a partir de 2027.
Entre os nomes que ficaram de fora está Gleisi Hoffmann (PT), que disputou uma vaga ao Senado pelo Paraná. Ex-presidente nacional do PT e atual deputada federal, ela não conseguiu retornar ao Congresso pela nova disputa.
Outro nome de destaque é Fernando Haddad (PT), que deixou o Ministério da Fazenda para disputar o Governo de São Paulo, mas não foi eleito. Simone Tebet (PSB), ex-ministra do Planejamento e atual senadora, também ficou fora da próxima composição do Senado após disputar uma vaga por São Paulo.
A lista inclui ainda Marina Silva (Rede), ex-ministra do Meio Ambiente e deputada federal, que disputou o Senado por São Paulo e não conquistou uma das vagas.
No Rio Grande do Sul, Paulo Pimenta (PT), ex-ministro e deputado federal, não conseguiu uma vaga para o Senado. Benedita da Silva (PT), uma das figuras históricas do partido e ex-governadora do Rio de Janeiro, também ficou fora da próxima composição do Congresso.
Entre os senadores que não permanecerão no cargo estão Randolfe Rodrigues (PT), no Amapá; Renan Calheiros (MDB), em Alagoas; Leila Barros, a Leila do Vôlei (PDT), no Distrito Federal; e Ciro Nogueira (PP), no Piauí.
A relação também reúne nomes que tentaram retornar à política institucional. José Dirceu (PT) disputou uma vaga para a Câmara dos Deputados, mas não conseguiu se eleger. Manuela D’Ávila, que já ocupou cargos eletivos e disputou a Presidência da República em 2018, também não conquistou uma vaga ao Senado pelo Rio Grande do Sul.
Outro nome conhecido que ficou fora foi Túlio Gadêlha, que disputou o Senado por Pernambuco e não foi eleito.
Com os resultados, a composição do Congresso Nacional a partir de 2027 terá mudanças importantes, com a saída de políticos que acumulam anos de atuação em Brasília. O resultado também abre espaço para uma nova composição das bancadas partidárias na Câmara e no Senado.
Ficar sem mandato eletivo, no entanto, não significa necessariamente deixar a vida pública ou a atividade profissional. Os políticos que não foram eleitos poderão continuar atuando em partidos, movimentos políticos ou outras funções.



