Conta de luz sobe 12,8% e puxa alta de 0,82% na inflação de São Luís em setembro, aponta IBGE

ECONOMIA — O bolso do consumidor ludovicense voltou a ser pressionado em setembro. Depois de registrar uma trégua e cair 0,60% em agosto, o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) na capital maranhense subiu 0,82% no mês passado, ficando em linha com a média nacional.
Os dados foram divulgados nesta semana pela Superintendência Estadual do IBGE no Maranhão. Com o resultado, São Luís mantém o maior índice de inflação acumulada no ano de 2026 entre todas as regiões pesquisadas pelo instituto no país, atingindo 4,74% no acumulado de janeiro a setembro (acima da média brasileira, que é de 3,95%).
O peso da energia elétrica e dos alimentos
O principal motor da inflação em setembro foi o grupo de Habitação, que disparou 4,73%. O grande vilão do mês foi o reajuste na energia elétrica residencial, que encareceu 12,84%. Segundo o IBGE, pesaram na conta o reajuste anual das tarifas de distribuição (5,42%), o fim do bônus de Itaipu que reduzia as faturas anteriores e a manutenção da bandeira tarifária amarela.
No setor de Alimentação e bebidas, os preços voltaram a subir alta de 0,57% após três meses consecutivos de queda. Entre os itens que mais pesaram na feira do consumidor estão:
Batata-inglesa: +8,90%
Melão: +6,92%
Tomate: +5,39%
Cebola: +5,12%
Costela bovina: +3,95%
Arroz: +2,96%
O que aliviou o mês e panorama de 12 meses
Apesar das altas expressivas na luz e nos alimentos, a inflação do mês não foi maior devido aos recuos registrados nos grupos de Saúde e cuidados pessoais (-0,27%) e Despesas pessoais (-0,27%).
No panorama de longo prazo, o acumulado dos últimos 12 meses em São Luís recuou para 4,32% (abaixo dos 4,58% de média nacional), mantendo-se dentro do teto da meta estabelecida pelas autoridades monetárias.



