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Lula e Flávio Bolsonaro trocam acusações sobre corrupção, segurança pública e economia em debate na Band

Foto: reprodução

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o senador Flávio Bolsonaro (PL), candidatos à Presidência da República no segundo turno das eleições, participaram de um debate promovido pela Band na noite deste domingo (18). O encontro foi marcado por acusações envolvendo familiares, questionamentos sobre suspeitas de corrupção, discussões sobre segurança pública e divergências em temas econômicos e trabalhistas.

Entre os assuntos que dominaram o confronto estiveram as investigações envolvendo Fábio Luís Lula da Silva, conhecido como Lulinha, filho do presidente, e os questionamentos sobre recursos relacionados ao filme Dark Horse, sobre o ex-presidente Jair Bolsonaro. Flávio cobrou explicações de Lula sobre as suspeitas envolvendo seu filho, enquanto o presidente questionou o adversário sobre os valores relacionados à produção cinematográfica e mencionou a atuação de Eduardo Bolsonaro nos Estados Unidos.

A segurança pública também esteve entre os principais temas. Flávio defendeu medidas mais rigorosas contra o crime organizado, incluindo ações para combater grupos criminosos e recuperar áreas dominadas pelo tráfico. Lula, por sua vez, destacou a atuação do governo federal e defendeu a criação de um Ministério da Segurança Pública.

Na economia, os candidatos divergiram sobre o custo de vida, os juros, o endividamento das famílias e a distribuição de renda. Flávio prometeu reduzir os juros e apresentou propostas voltadas à prosperidade econômica. Lula reconheceu o peso dos preços para a população e defendeu políticas de distribuição de renda e apoio aos pequenos empreendedores.

Outro momento de discussão envolveu o fim da escala de trabalho 6×1. Lula questionou o posicionamento de Flávio sobre o tema, enquanto o senador afirmou ter mudado de opinião após ouvir trabalhadores e declarou apoio à proposta.

O debate também teve provocações pessoais. Em um dos momentos mais tensos, Lula afirmou que não queria ficar perto do adversário e mencionou milicianos. Flávio respondeu com uma ironia sobre a possibilidade de ter a carteira roubada. O confronto ainda teve críticas direcionadas aos familiares dos candidatos e um direito de resposta concedido ao senador.

Com a disputa presidencial na reta final, o encontro colocou em evidência diferenças entre as propostas e os argumentos apresentados pelos dois candidatos, além de concentrar parte das discussões em acusações e questões relacionadas às famílias dos presidenciáveis.

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