Anvisa e Ministério da Saúde se posicionam contra relação entre paracetamol e autismo

Após a manifestação da Organização Mundial da Saúde (OMS) e de agências reguladoras internacionais, o Ministério da Saúde e a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) se pronunciaram contra a decisão dos Estados Unidos de alterar a bula do paracetamol, em razão de uma possível ligação entre o uso do remédio por gestantes e o desenvolvimento de Transtorno do Espectro Autista (TEA).
Em nota contundente, o Ministério da Saúde alertou que a medida norte-americana representa um retrocesso para a saúde pública, ao alimentar desinformação e reforçar o estigma enfrentado por pessoas autistas.
A pasta ressaltou que as alegações de risco são “sem fundamento”, uma vez que estudos científicos comprovam a segurança e a eficácia do paracetamol.O ministério também enfatizou a necessidade de responsabilidade na divulgação de informações relacionadas à saúde, para evitar alarmismo e prejuízos à população.
Já a Anvisa, em comunicado à sociedade, destacou que o paracetamol é indicado no Brasil para o tratamento de febre e dores leves a moderadas
A agência lembrou ainda que o medicamento é considerado de baixo risco e está na lista dos que podem ser adquiridos sem prescrição médica.



