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Super salários e possíveis fantasmas na folha de pagamento de Bacurituba levantam suspeitas

Um levantamento feito pelo portal São Luís Notícia, com base na folha de pagamento de agosto de 2025, divulgada no Portal da Transparência do município de Bacurituba, revela indícios de salários acima do teto municipal, pagamentos incompatíveis com as funções e servidores sem cargo definido. As informações levantam suspeitas de irregularidades e possíveis situações que precisam ser apuradas pelos órgãos competentes.

Entre os casos que mais chamam atenção está o da servidora Letícia Líbia Barros Costa, identificada na planilha como prefeita, com remuneração bruta de R$ 15 mil, valor que está dentro da legalidade para o cargo.Logo abaixo, porém, aparecem nomes como David Rêgo Oliveira, com R$ 13,5 mil, e José Carlos Oliveira Padilha, com R$ 10,7 mil, ambos sem cargo informado, o que desperta questionamentos sobre as funções efetivamente exercidas.

A lista também inclui outros servidores com vencimentos entre R$ 8 mil e R$ 9 mil, igualmente sem descrição de cargo, jornada ou regime de trabalho. Situação que chama ainda mais atenção diante do porte econômico de Bacurituba, cidade pequena e dependente, em grande parte, de repasses federais.

Confira alguns dos nomes e valores mais altos registrados na folha de pagamento sem cargo definido:

Todos os servidores listados constam oficialmente na folha, mas não possuem cargo, regime ou escolaridade informados.

O levantamento também aponta diferenças significativas entre cargos e remunerações, com profissionais classificados como de “nível médio” recebendo valores superiores a servidores de nível superior.

Essas inconsistências não representam, por si só, irregularidade comprovada, mas indicam a necessidade de esclarecimento por parte da gestão municipal.

O espaço segue aberto para manifestação da prefeitura e dos servidores citados, caso desejem apresentar esclarecimentos ou documentos que comprovem o vínculo funcional e as funções exercidas.

A reportagem se baseia exclusivamente em dados públicos do Portal da Transparência, de acesso livre a qualquer cidadão, conforme previsto pela Lei de Acesso à Informação (Lei nº 12.527/2011). O objetivo é informar e fiscalizar o uso de recursos públicos, respeitando o direito de resposta e os princípios do jornalismo responsável.

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