Após operação no Rio, Senado anuncia instalação da CPI do Crime Organizado

O presidente do Senado, Davi Alcolumbre, informou pelas redes sociais que a CPI do Crime Organizado será oficialmente instalada na próxima terça-feira, dia 4. Segundo ele, a decisão foi tomada em acordo com o senador Alessandro Vieira (MDB-SE), autor do pedido da comissão.
A CPI terá como foco a estruturação, expansão e funcionamento das organizações criminosas no país, com atenção especial à atuação de milícias e facções. Na mensagem publicada, Alcolumbre afirmou que o enfrentamento ao crime precisa ocorrer com a união de todas as instituições do Estado brasileiro, garantindo proteção à população diante do avanço da violência.
A instalação da CPI ocorre após a grande operação das polícias Militar e Civil nos Complexos do Alemão e da Penha, no Rio de Janeiro, realizada na terça-feira (28). A ação, considerada uma das maiores do ano contra o crime organizado, resultou em mais de 100 prisões e 119 mortos, segundo dados do governo do estado.
Enquanto a CPI avança, o debate sobre segurança pública segue em alta no Congresso. O líder da oposição, senador Rogério Marinho (PL-RN), criticou o governo federal, afirmando que não atendeu aos pedidos do Rio de Janeiro durante a operação. Para o senador, a PEC da Segurança (PEC 18/2025), em discussão no Legislativo, não resolveria o problema, pois, segundo ele, ampliaria o poder do governo federal sobre o tema. A proposta foi enviada ao Congresso em abril e aguarda votação na Câmara dos Deputados.
Marinho declarou ainda que o presidente Lula teria “uma visão bizarra” sobre segurança pública, associando o posicionamento do governo a uma suposta proteção de criminosos e desprezo pelos direitos da população. O senador lamentou o alto número de mortos, mas afirmou que considerar a operação isoladamente é apenas “a ponta do iceberg”, destacando que não acredita na possibilidade de capturar lideranças criminosas em áreas dominadas por facções.



