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Transporte público de São Luís à beira de colapso: greve geral pode começar na quarta (26)

Foto: Reprodução

O sistema de transporte público de São Luís enfrenta um novo e grave impasse que pode culminar na paralisação total dos ônibus a partir da próxima quarta-feira, 26 de novembro. O alerta foi emitido pelo Sindicato dos Trabalhadores em Transportes Rodoviários do Estado do Maranhão (STTREMA), que notificou as empresas nesta sexta-feira (21) sobre o descumprimento da cláusula salarial prevista na Convenção Coletiva de Trabalho.

Segundo o ofício enviado às operadoras, as empresas têm 72 horas úteis, contadas a partir desta sexta, para quitar todos os salários e demais pendências financeiras com os trabalhadores. Caso o prazo seja ignorado, a entidade afirma que não restará alternativa senão iniciar uma greve geral com paralisação completa do serviço.

A medida, segundo o Sindicato, é consequência de uma sequência de atrasos salariais que vem prejudicando motoristas, cobradores e demais funcionários, além de comprometer diretamente a qualidade do serviço oferecido aos usuários na Grande São Luís. A categoria afirma que a situação chegou a um ponto insustentável e que o cenário atual reflete um problema estrutural que se arrasta há anos.

O clima de instabilidade ficou mais evidente nesta semana, após uma paralisação pontual realizada por motoristas da empresa 1001. O grupo cruzou os braços devido à falta de pagamento e denunciou demissões e irregularidades nas condições de trabalho. A interrupção afetou a circulação de linhas em diversos bairros e acendeu um alerta entre passageiros e autoridades.

Em meio à possibilidade de greve, a Câmara Municipal de São Luís agendou para terça-feira, 25 de novembro, às 14h, uma audiência pública destinada a debater a situação. O encontro deve reunir o secretário municipal de Trânsito e Transporte (SMTT), Maurício Itapary; o diretor-executivo do Sindicato das Empresas de Transporte (SET), Paulo Pires; o presidente do STTREMA, Marcelo Brito; além de representantes das empresas operadoras.

A audiência deve servir como um espaço para confrontar dados, esclarecer responsabilidades e buscar alternativas para evitar a paralisação. No entanto, dentro do próprio Sindicato há a percepção de que apenas o pagamento imediato dos salários poderá impedir a deflagração da greve.

Enquanto isso, usuários do transporte coletivo seguem acompanhando a situação com preocupação. Caso a greve seja confirmada, milhares de pessoas podem ficar sem ônibus em toda a Grande Ilha, afetando a rotina de trabalho, estudos e serviços essenciais.

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