Pré-candidatura de Gleydson Resende perde força após aliança questionada

A movimentação política da semana passada em Codó voltou a expor o modo de atuação do pré-candidato a deputado estadual Gleydson Resende, que tem apostado em acordos controversos para ampliar sua base eleitoral. Desta vez, o acerto envolveu o ex-prefeito cassado Zé Francisco, que apesar do desgaste político, anunciou apoio a Gleydson em troca de um valor estimado nos bastidores em R$ 1,5 milhão.
A reunião realizada por Zé Francisco, marcada pela baixa participação e pela ausência completa de lideranças expressivas, evidenciou a fragilidade da aliança. Mesmo assim, o apoio foi celebrado por Gleydson Resende, que tem intensificado negociações para fortalecer sua pré-candidatura por meio de composições questionadas por aliados e adversários.
Para críticos, o movimento acende um alerta sobre o tipo de articulação que o pré-candidato vem priorizando: acordos financeiros sem base política concreta e sem compromisso com a reconstrução da confiança pública em Codó. O episódio levanta debate sobre a coerência do projeto de Gleydson Resende, que ao se associar a figuras politicamente desgastadas, pode estar apostando na lógica do “tudo pela campanha”, mesmo com risco de prejuízo à sua imagem.
A negociação também reforça um padrão já observado em eleições anteriores: alianças construídas sem diálogo com a população e baseadas em interesses restritos, distantes das necessidades reais do município. Especialistas avaliam que a entrada de Gleydson em articulações desse tipo pode comprometer a credibilidade de seu discurso e minar a percepção de que representa renovação ou responsabilidade política.
Enquanto Codó enfrenta desafios urgentes como saúde fragilizada, infraestrutura deficiente e descrença no poder público, a construção de alianças dessa natureza coloca em dúvida as prioridades do pré-candidato. A crítica recorrente é que a política local não precisa de arranjos milionários, e sim de compromissos reais com a população.
No fim, o episódio expõe que a disputa eleitoral de 2026 já se desenha com práticas antigas, e que Gleydson Resende em vez de se afastar desse modelo, parece ter decidido abraçá-lo



