Caso Adriana Oliveira: reconstituição é marcada em Santa Luzia

A Polícia Civil do Maranhão marcou para a próxima quarta-feira (10) a reconstituição do assassinato da influenciadora Adriana Oliveira, ocorrido em 15 de março, em Santa Luzia. A simulação é considerada essencial para confrontar as versões dos três investigados no inquérito, que já foi concluído e enviado ao Ministério Público.
Apesar do avanço das investigações, a denúncia formal contra os suspeitos ainda não foi encaminhada à Justiça. São eles: João Batista dos Santos, conhecido como “Bruno Macumbeiro”; Valdiley Paixão Campos, marido da vítima; e Antônio Silva Campos, o “Antônio do Zico”, sogro de Adriana.

Reconhecimento e contradições
Um dos pontos mais recentes do caso veio de um novo depoimento de Valdiley, prestado na unidade prisional onde está preso, em São Luís. Ele afirmou ter reconhecido João Batista como o autor dos disparos ao cruzar com ele durante a triagem no presídio.
Segundo o delegado Allan Santos, responsável pelo caso, o relato reforça a suspeita contra João Batista, mas também compromete Valdiley, que teria omitido informações importantes no início da investigação, já que ele teria tido contato prévio com o suspeito.
Ligação do sogro com o suposto executor
O sogro da influenciadora também permanece indiciado. A polícia aponta que Adriana demonstrava medo dele em áudios enviados antes do crime e afirma ter identificado um depósito de dinheiro feito por Antônio a uma conta ligada ao atirador.
Prisão do suspeito de executar o crime
João Batista, de 55 anos, foi preso em Paraibano. Ele teria chegado à casa da influenciadora em uma motocicleta e fugido logo após os disparos. Imagens de câmeras de segurança registraram um homem em alta velocidade em uma moto, compatível com a descrição inicial do marido.

Além disso, a polícia diz ter encontrado transferências bancárias e registros de conversas telefônicas envolvendo João Batista, Valdiley e Antônio.
Comportamento suspeito
A Polícia Civil também destacou a conduta de Valdiley após o crime. Em vez de chamar o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU), ele acionou diretamente a Polícia Militar, o que levantou suspeitas sobre sua participação.
Caso com grande comoção
Adriana, que tinha mais de 29 mil seguidores nas redes sociais, era bastante conhecida em Santa Luzia. Ela vivia na cidade com o marido e o filho. A morte violenta provocou forte repercussão entre moradores e seguidores da influenciadora.
A reconstituição, segundo a polícia, será determinante para esclarecer como o crime ocorreu e definir se o Ministério Público apresentará denúncia contra os três investigados.



