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Atrasos salariais podem deixar a Grande São Luís sem ônibus a partir de sexta-feira (12)

O Sindicato dos Trabalhadores em Transportes Rodoviários do Maranhão (Sttrema) divulgou, nas redes sociais, que motoristas e cobradores de algumas empresas que operam na Grande São Luís ainda não receberam os salários e a primeira parcela do 13º. A entidade deu um prazo de 72 horas, até esta sexta-feira (12), para que a situação seja regularizada, sob risco de paralisação do serviço.

Segundo o presidente do Sttrema, Marcelo Brito, as denúncias de funcionários sem pagamento se multiplicaram nos últimos dias. Por isso, o sindicato enviou ofícios de notificação sobre a possibilidade de greve e comunicou os órgãos competentes.

As empresas informadas pelo sindicato são: Grupo 1001, Expresso Marina, Expresso Tapajós e Patrol. Juntas, elas representam aproximadamente 30% da frota que opera na capital e nos municípios vizinhos.

Sindicato alerta: sem pagamento, ônibus podem parar

Marcelo Brito reforçou que as empresas citadas já foram notificadas pela entidade devido ao atraso salarial. Caso não haja pagamento até o prazo estipulado, o transporte público pode ser suspenso tanto em São Luís quanto nos demais municípios da Grande Ilha: São José de Ribamar, Paço do Lumiar e Raposa.

O que diz o SET

O Sindicato das Empresas de Transporte de Passageiros de São Luís (SET) informou, também nesta quarta-feira (10), que acionou a Justiça para cobrar o repasse do subsídio referente ao mês de novembro de 2025, que estaria atrasado por parte da Prefeitura de São Luís.

Segundo o SET, a falta do repasse comprometeu o pagamento dos rodoviários e afetou especialmente as empresas que já enfrentam dificuldades financeiras para manter a folha salarial. Diante da situação, a entidade levou o caso ao Tribunal Regional do Trabalho da 16ª Região (TRT-16).

O SET declarou ainda que o atraso tem causado “impactos diretos na operação do sistema, na garantia dos direitos dos trabalhadores e alimenta uma nova ameaça de greve, prejudicando a população”. A nota afirma que o sindicato patronal está “aberto ao diálogo e busca soluções para manter o serviço funcionando com qualidade”.

Crise persistente no transporte público

A tensão atual é mais um capítulo da crise que atinge o transporte coletivo da Grande São Luís há anos. Greves e paralisações têm se repetido, geralmente motivadas por atrasos salariais, falta de repasse de benefícios e descumprimento de acordos.

Nos últimos meses, empresas como Expresso Marina e 1001 já registraram interrupções pontuais por problemas semelhantes, deixando centenas de ônibus fora de circulação e afetando milhares de passageiros.

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