Inflação fica em 4,41% em 2025 e permanece dentro da meta do Banco Central

O Brasil encerra 2025 com a inflação dentro do teto da meta estabelecida pelo Banco Central. De acordo com dados divulgados nesta terça-feira (23) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo 15 (IPCA-15), considerado a prévia da inflação oficial, acumulou alta de 4,41% no ano.
Somente em dezembro, o índice registrou avanço de 0,25%, resultado 0,05 ponto percentual acima do observado em novembro. Na comparação com dezembro do ano passado, o indicador ficou 0,09 ponto percentual menor. O resultado confirma as projeções do mercado, mantendo a inflação dentro da margem de tolerância da meta, que é de 3% ao ano, com intervalo entre 1,5% e 4,5%.
No acumulado de 2025, o grupo Habitação foi o que apresentou a maior variação, com alta de 6,69%, além de exercer o maior impacto individual no índice geral. O principal responsável foi o subitem energia elétrica residencial, que subiu 11,95% no ano e respondeu por 0,47 ponto percentual do IPCA-15.

O segundo maior impacto veio do grupo Alimentação e Bebidas, que acumulou alta de 3,57%. Entre os itens que mais pressionaram os preços estão refeição fora do domicílio, lanche, café moído e carnes. Por outro lado, alguns alimentos ajudaram a conter a inflação, como arroz, leite longa vida e batata-inglesa, que registraram quedas expressivas ao longo do ano.
Em dezembro, o setor de Transportes foi o principal responsável pela alta mensal da inflação, com variação de 0,69% nos primeiros quinze dias do mês. O maior impacto veio da passagem aérea, que subiu 12,71%. O transporte por aplicativo também apresentou alta significativa, enquanto os combustíveis tiveram leve avanço, puxado pelo aumento do etanol e da gasolina. Já o óleo diesel e o gás veicular registraram recuo.
O maior alívio nos preços no mês foi observado no grupo Artigos de Residência, que apresentou queda de 0,64%, acumulando a quarta redução consecutiva, influenciada principalmente pela diminuição nos preços de eletrodomésticos, equipamentos e produtos de informática.
Com o resultado, a inflação volta a se manter dentro do intervalo de tolerância da meta, embora ainda próxima do limite superior, o que mantém o cenário de atenção para os próximos meses.



