Compradores denunciam atraso, falta de transparência e abandono em obra do Storey Park Residence

Compradores do empreendimento Storey Park Residence, comercializado pela Dimensão Engenharia Ltda com financiamento da Caixa Econômica Federal, denunciam uma série de irregularidades, atrasos e descaso por parte da construtora desde a assinatura dos contratos, no final de 2022.
De acordo com os compradores, a previsão inicial de entrega do empreendimento era maio de 2025, com possibilidade de extensão do prazo de carência por mais seis meses, até novembro de 2025, conforme previsto em contrato. No entanto, em agosto de 2025, os clientes foram surpreendidos com a informação de que o prazo não seria mais cumprido. A construtora comunicou unilateralmente um novo prazo de entrega, agora fixado para maio de 2026, alegando “problemas internos”.
Além do atraso considerado excessivo, os compradores relatam uma situação ainda mais grave: a descoberta de IPTUs em atraso junto à Prefeitura de Paço do Lumiar, valores que estariam sendo cobrados dos adquirentes mesmo sem a entrega do imóvel. Segundo os relatos, essa informação não foi repassada durante o processo de venda, o que gerou indignação e sensação de ter sido induzido a erro.
Outro ponto de forte reclamação é a ausência total de atendimento adequado por parte da construtora. Os compradores afirmam que a Dimensão Engenharia não disponibiliza um responsável direto para tratar das demandas, não possui atendimento presencial e mantém contato apenas por meio de cobranças via WhatsApp. Quando há resposta, segundo os clientes, o tratamento é marcado por desdém e falta de respeito, sem soluções concretas.
As denúncias também apontam que, desde abril de 2025, a obra apresenta pouca ou nenhuma evolução, levantando dúvidas sobre a real capacidade da empresa de concluir o empreendimento dentro do novo prazo anunciado.
“Tudo está sendo pago rigorosamente em dia pelos compradores, enquanto a obra segue praticamente parada e sem qualquer explicação clara”, relatam clientes que temem prejuízos financeiros ainda maiores.
Diante do cenário de atrasos sucessivos, falta de transparência, cobrança de tributos indevidos e ausência de atendimento, compradores avaliam buscar medidas administrativas e judiciais para garantir seus direitos e cobrar responsabilidades da construtora.
O caso levanta mais uma vez o alerta sobre a necessidade de fiscalização rigorosa no setor imobiliário, especialmente em empreendimentos financiados com recursos públicos e adquiridos por meio de financiamento habitacional.



