Após saída de Lewandowski, governo Lula soma 15 trocas de ministros

A saída de Ricardo Lewandowski do comando do Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP) marca a 15ª mudança ministerial no terceiro mandato do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Para o lugar do ex-ministro, foi nomeado Wellington César Lima e Silva, dando início à primeira troca no primeiro escalão do governo em 2026.
Nos bastidores, a substituição ocorre em meio a um processo mais amplo de reorganização administrativa dentro do governo federal. Auxiliares do Palácio do Planalto avaliam que a reestruturação do Ministério da Justiça pesou na decisão, já que Lula sinalizou, ainda no fim do ano passado, a intenção de dividir a pasta em dois ministérios distintos: um voltado à Justiça e outro dedicado exclusivamente à segurança pública.
A eventual divisão reduziria o alcance e a influência do comando atual, o que também teria contribuído para a antecipação da saída de Lewandowski. Oficialmente, porém, o ex-ministro atribuiu a decisão a motivos pessoais, afirmando que encerrou sua missão no Executivo e pretende se afastar para descansar.
A tendência é de que novas mudanças ocorram ao longo de 2026. Isso porque, pela legislação eleitoral, ministros que desejarem disputar as eleições precisam deixar os cargos até abril. A expectativa no Planalto é que mais da metade dos ministérios passe por substituições, com secretários-executivos assumindo interinamente algumas pastas.
Somente em 2025, o governo já havia promovido oito trocas no primeiro escalão. As mudanças refletem tanto ajustes políticos quanto tentativas de reorganizar áreas estratégicas da administração federal e responder a crises internas.



