Clientes do Will Bank não escapam: dívidas e faturas continuam, mesmo após liquidação

A liquidação extrajudicial do Will Bank, determinada pelo Banco Central nesta quarta-feira (21), provocou o bloqueio de contas e a suspensão de cartões de crédito de milhões de clientes em todo o país. A fintech foi retirada do sistema financeiro, encerrando oficialmente suas operações.
Mesmo com o fim das atividades do banco, as obrigações financeiras assumidas pelos clientes antes da liquidação continuam válidas. Faturas de cartão de crédito em aberto e parcelas de compras realizadas anteriormente seguem com cobrança normal. O não pagamento pode gerar juros, multas e até a negativação do nome do consumidor.
Para quem tinha saldo em conta corrente ou aplicações financeiras, a restituição dos valores pode ocorrer por meio do Fundo Garantidor de Créditos (FGC). O fundo cobre até R$ 250 mil por CPF ou CNPJ, por instituição financeira, abrangendo produtos como conta corrente, poupança, CDBs, LCIs, LCAs e outros previstos em regulamento.
Segundo o FGC, os ressarcimentos relacionados à liquidação do Will Bank podem alcançar cerca de R$ 6,3 bilhões. No entanto, o valor final a ser pago depende da validação dos dados cadastrais e da consolidação das informações dos credores.
Ainda não há um prazo legal definido para o início dos pagamentos, mas em casos anteriores o processo costuma levar entre 30 e 60 dias após a nomeação do liquidante. Já as dívidas existentes deverão ser quitadas ou negociadas conforme orientações que ainda serão divulgadas, com acompanhamento do Banco Central.



