SET rebate prefeito Eduardo Braide e aponta “congelamento” de subsídios como causa de crise no transporte em São Luís

O Sindicato das Empresas de Transportes de Passageiros de São Luís (SET) divulgou, na tarde desta sexta-feira (13), uma nota oficial em resposta às declarações do prefeito Eduardo Braide sobre a situação do transporte público na capital maranhense.
No comunicado, o sindicato contestou as afirmações da gestão municipal e apontou fatores que, segundo a entidade, têm levado o sistema de transporte ao colapso.
Entre os principais pontos citados está o valor do subsídio pago pela Prefeitura às empresas. De acordo com o SET, o repasse permanece o mesmo desde janeiro de 2024, sem considerar dois reajustes salariais concedidos aos motoristas desde então, além da inflação nos custos operacionais.
As empresas também destacaram o aumento no preço do diesel como um agravante para a situação financeira do setor. Segundo o sindicato, o litro do combustível teve alta de R$ 1,40 apenas na última semana, enquanto uma medida recente do governo federal deve reduzir apenas R$ 0,30 no valor, o que seria insuficiente para compensar o aumento.
O SET ainda criticou a postura da Secretaria Municipal de Trânsito e Transportes (SMTT) nas negociações com a categoria dos rodoviários. Conforme o sindicato, não houve acordo em audiências na Justiça do Trabalho porque representantes da pasta não teriam comparecido às convocações.
Sobre as frequentes paralisações registradas nos últimos anos, a entidade afirmou que as greves são resultado do que classificou como descumprimento de contrato por parte do Município de São Luís desde 2021.
Por fim, o sindicato disse que tem buscado diálogo com o poder público e informou que protocolou diversos pedidos de reunião com a SMTT desde o início de 2025. A entidade afirmou permanecer aberta a um debate técnico para garantir a continuidade e a qualidade do transporte público na capital.




