Contradições em depoimento e análise de câmeras levaram a polícia a prender marido e sogro de influenciadora morta
Contradições nos depoimentos e na análise de imagens de câmeras levaram a Polícia Civil do Maranhão a prender o marido e o sogro de Adriana Oliveira, suspeitos de envolvimento na morte da influenciadora digital de 27 anos. Além disso, em áudios, a vítima relatou estar “trancada” em casa. Ela foi morta a tiros no sábado (15), em Santa Luzia (MA).
As informações foram levantadas durante as investigações. Em entrevista à TV Mirante, o delegado-geral da Polícia Civil, Manoel Oliveira, afirmou que a investigação passou a considerar como suspeitos Valdiley Paixão Campos, de 37 anos, marido de Adriana, e o pai dele e sogro da vítima, Antônio do Zico, após contradições apresentadas em depoimentos.
“A forma como ele [o marido] descreveu os eventos e o horário em que ocorreram [o crime] não condizem com as evidências coletadas no local. Além disso, constatamos que as condições de segurança na área estavam diferentes do habitual”, afirmou o delegado.
CONTRADIÇÃO EM DEPOIMENTO: Após ter sido baleada, o marido de Adriana relatou à polícia que um homem teria chegado na casa do casal em uma motocicleta, entrado no imóvel, atirado contra Adriana e fugido. Entretanto, câmeras de segurança próximas ao local e, analisadas pela polícia, não conseguiram comprovar a versão contada por Valdiley.
COMPORTAMENTO SUSPEITO DO MARIDO: De acordo com o delegado-geral Manoel Almeida, após a influenciadora ter sido baleada, o marido teria prontamente acionado a Polícia Militar, em vez de acionar o Serviço Móvel de Urgência e Emergência (SAMU), para que pudesse prestar socorro à vítima. Isso teria gerado nos policiais uma desconfiança sobre o comportamento dele.
ÁUDIOS DA VÍTIMA: Além disso, áudios da vítima em que ela diz, a uma pessoa não identificada, estar trancada em um quarto com medo na sua própria casa, ajudaram a reforçar a hipótese da suposta participação do marido no crime.
“Assim que soube do ocorrido, ele primeiro comunicou a polícia e não prestou socorro à vítima, o que é incomum em situações desse tipo, aliado aos áudios que a vítima vinha divulgando antes do crime”, completou o delegado Manoel Almeida.
O delegado-geral afirma que, diante das provas apresentadas inicialmente, há “indícios fortes” de que Valdiney e Antônio participaram do crime. A polícia trata o caso como feminicídio, devido à gravidade das circunstâncias envolvendo a morte de Adriana.
“Hoje temos indícios fortes de que tanto ele quanto o pai da vítima têm participação nesse crime”, destacou o delegado.
O inquérito tem prazo de dez dias para ser concluído, segundo a coordenadora das Delegacias da Mulher do Maranhão, Kazumi Tanaka. A próxima etapa será colher o depoimento de mais testemunhas e analisar novos elementos que possam surgir ao longo do processo.
“O inquérito terá o prazo regular de dez dias para ser concluído e, nesse intervalo, tudo que for necessário será levantado para convencer as autoridades responsáveis pela avaliação judicial e pelo Ministério Público . Espero que possamos demonstrar à população que, apesar das dificuldades enfrentadas pelo Estado em intervir preventivamente neste tipo de crime, haverá punição”, diz a delegada Kazumi Tanaka.
O marido de Adriana, Valdiley Paixão Campos, e Antônio do Zico foram presos no domingo (16) por suspeita de envolvimento no caso. Até o momento, não há informações sobre a motivação do crime.
Os dois suspeitos foram encaminhados ao Sistema Penitenciário do Maranhão, onde passaram por uma audiência de custódia na segunda-feira (17). Durante a audiência, a prisão em flagrante foi convertida para prisão preventiva.
O corpo de Adriana foi levado para São Luís, onde passou por perícia, e foi transportado de volta a Santa Luzia, onde foi velado. Já o enterro aconteceu na tarde dessa segunda-feira (17).
O g1 tenta contato com a defesa dos acusados, mas não conseguiu até a última atualização desta reportagem.
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