Transferência de Vorcaro à PF eleva pressão por delação e agita Congresso

Com a transferência de Daniel Vorcaro para a Superintendência da Polícia Federal em Brasília, na noite de quinta-feira (19 de março), parlamentares passaram a considerar mais concreta a possibilidade de um acordo de delação premiada. A medida ocorreu após decisão do ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal.
Até então custodiado na Penitenciária Federal de Brasília, Vorcaro assinou um termo de confidencialidade com a Procuradoria-Geral da República e com a Polícia Federal, etapa que costuma anteceder negociações formais de colaboração com a Justiça.
Nos bastidores do Congresso Nacional, a movimentação elevou a tensão, principalmente entre integrantes do Centrão, que temem ser citados em eventuais depoimentos. A avaliação interna é que a possível delação pode atingir diferentes grupos políticos e ampliar o desgaste institucional.

O caso também deve intensificar a disputa entre base e oposição ao governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Há expectativa de aumento no volume de publicações nas redes sociais, endurecimento de discursos em plenário e uso do tema em comissões como instrumento de pressão política.
Apesar disso, lideranças do Centrão atuam para conter o avanço do assunto no Legislativo. A leitura predominante é que não haverá prorrogação da CPMI do INSS nem a criação de uma nova comissão específica para investigar o Banco Master. O presidente do Congresso, Davi Alcolumbre, deve manter a posição de não ampliar o escopo das investigações neste momento.
Atualmente, há múltiplos pedidos de CPI e CPMI protocolados no Congresso, mas o andamento depende diretamente de articulação política e da decisão das lideranças da Câmara e do Senado.

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