Putin condena ofensiva dos EUA na Venezuela e diz que não aceitará desculpas

A Rússia afirmou estar “profundamente preocupada” e condenou o que classificou como um “ato de agressão armada” dos Estados Unidos contra a Venezuela. A declaração foi feita neste sábado (3) pelo Ministério das Relações Exteriores russo e divulgada pela agência estatal TASS.
Segundo o comunicado, Moscou alertou que o agravamento das tensões em torno da Venezuela pode gerar “consequências imprevisíveis para todo o Ocidente”. O governo russo também defendeu a necessidade de evitar uma nova escalada do conflito e pediu que os esforços internacionais se concentrem na busca de uma solução por meio do diálogo.
A manifestação ocorre uma semana após o Kremlin confirmar que o presidente da Rússia, Vladimir Putin, conversou por telefone com o presidente venezuelano, Nicolás Maduro. Na ocasião, Putin teria reafirmado que Maduro poderia contar com o apoio do governo russo diante do aumento das tensões com os Estados Unidos.
De acordo com declarações do presidente norte-americano, Donald Trump, a ação deste sábado foi conduzida em conjunto com forças de segurança dos Estados Unidos e resultou na captura de Nicolás Maduro. Trump não informou para onde o presidente venezuelano e a primeira-dama teriam sido levados.
A vice-presidente da Venezuela afirmou não saber o paradeiro de Maduro e fez um apelo à comunidade internacional. Moscou, por sua vez, declarou que não aceitará eventuais desculpas por parte dos Estados Unidos, reforçou solidariedade ao governo venezuelano e defendeu o direito do país à autodeterminação.
A Rússia também destacou que a América Latina deve permanecer como uma zona de paz e voltou a cobrar diálogo como caminho para a resolução da crise.



