Sem ônibus urbanos, passageiros enfrentam dificuldades no 2⁰ dia de paralisação em São Luís

A capital do Maranhão amanheceu neste sábado (14) pelo 2º dia de paralisação dos rodoviários do transporte urbano. A greve tem afetado diretamente cerca de 700 mil passageiros que dependem diariamente do transporte público em São Luís.
Com a paralisação parcial, apenas ônibus do sistema semiurbano estão circulando na Grande Ilha, atendendo principalmente linhas que ligam a capital aos municípios da região metropolitana, como São José de Ribamar, Raposa e Paço do Lumiar. Já os ônibus do sistema urbano permanecem nas garagens desde a última sexta-feira (13).
Mesmo com os coletivos semiurbanos nas ruas, a quantidade de veículos é considerada insuficiente para atender a demanda. Em vários pontos da cidade, passageiros enfrentam longas filas, atrasos e dificuldade para chegar ao trabalho, escolas e compromissos médicos.
Sem os ônibus urbanos, muitos usuários têm recorrido a transportes alternativos, como vans, carrinhos-lotação, mototáxis e carros por aplicativo, o que também tem provocado aumento nos custos de deslocamento.
A paralisação já era esperada. O Sindicato dos Rodoviários havia alertado durante a semana que a categoria poderia suspender as atividades caso não houvesse acordo nas negociações salariais.
Segundo o sindicato, a greve ocorre por descumprimento do reajuste salarial definido anteriormente pela Justiça do Trabalho. O salário-base da categoria é de R$ 2.715,50, e o acréscimo de R$ 151,52, referente ao reajuste de 5,5%, ainda não teria sido pago conforme a determinação judicial.
Cerca de 3 mil rodoviários atuam no sistema de transporte urbano da capital. A paralisação continua afetando a rotina da população, enquanto novas negociações são aguardadas para tentar encerrar o movimento e normalizar o serviço.



