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Eduardo Braide mega apoio político, mas bastidores contam outra história

O prefeito de São Luís, Eduardo Braide, tem insistido no discurso de que chegou à Prefeitura “sozinho”, sem o apoio de grupos ou lideranças políticas tradicionais. A narrativa tenta reforçar uma imagem de independência e de proximidade exclusiva com o povo, mas não se sustenta diante dos fatos que marcaram suas disputas eleitorais.

Na eleição de 2016, Braide realmente adotou uma postura de distanciamento político. À época, desdenhou do apoio do deputado estadual Wellington do Curso, que havia sido derrotado no primeiro turno, recusou o apoio da então deputada federal Eliziane Gama e também não aceitou o apoio do ex-vereador Fábio Câmara. Naquele momento, Braide apostava no discurso de “candidato sem grupo” e tentou ir até o fim da disputa sustentando essa imagem.

Mas o cenário mudou completamente em 2020. Naquele pleito, Braide não apenas aceitou, como buscou e articulou apoios políticos que foram determinantes para sua vitória. Mesmo figurando entre os primeiros colocados nas pesquisas, o deputado estadual Wellington do Curso abriu mão de sua pré-candidatura a pedido do então senador Roberto Rocha, que trabalhou diretamente para fortalecer a campanha de Braide. Em 2020, no segundo turno, o apoio do ex-candidato Neto Evangelista e da militância do PDT, que na época ainda desfrutava de grande força política no Maranhão, também foi decisivo. A estrutura, a mobilização e o capital político do partido ajudaram a impulsionar a campanha de Braide e foram fundamentais para consolidar sua vitória nas urnas.

Já nas eleições de 2024, Braide contou com o apoio de Edilázio Júnior e dos deputados federais Aluísio Mendes e Cleber Verde, além de outras lideranças políticas que, nos bastidores, garantiram estrutura e capilaridade à sua candidatura.

Ainda assim, já no comando da Prefeitura, Braide insiste em minimizar o peso dessas alianças e tenta sustentar a imagem de que chegou onde está apenas com o apoio popular. Um discurso conveniente, mas que ignora o próprio histórico eleitoral e as articulações que, nos bastidores, pavimentaram o caminho até o Palácio de La Ravardière.

Com as eleições de 2026 no horizonte, fica a dúvida: qual será a estratégia desta vez? Haverá um novo “alvo da vez”? Ou Braide, mais uma vez, vai recorrer à velha e conhecida política dos apoios, enquanto, publicamente, sustenta o discurso da independência?

Na prática, a trajetória do prefeito mostra que, em política, ninguém chega longe completamente sozinho.

Abaixo, alguns registros confirmando as alianças políticas de Eduardo Braide.

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