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Sabino é expulso do União Brasil após ignorar ordem para sair do governo Lula

O ministro do Turismo, Celso Sabino, foi oficialmente expulso do União Brasil nesta segunda-feira (8), após decisão da executiva nacional do partido.

Em votação secreta, 24 dirigentes aprovaram a saída do ministro, acusando-o de infidelidade partidária por permanecer no governo Lula mesmo após a sigla determinar que todos os filiados deixassem seus cargos até 19 de setembro. Sabino chegou a apresentar carta de demissão ao presidente, mas recuou dias depois.

Durante a reunião que selou sua expulsão, da qual participou remotamente, Sabino afirmou nas redes sociais que mantém “ficha limpa” e que foi afastado da sigla por continuar onde acredita estar “o melhor projeto para o Brasil”.

O ministro, que já havia perdido espaços internos e o comando do diretório paraense, mira uma candidatura ao Senado em 2026 e aposta na visibilidade da COP30, que será realizada em Belém, para fortalecer seu nome, embora enfrente a resistência da articulação liderada pelo governador Helder Barbalho (MDB).

Apesar da saída forçada do União Brasil, Sabino não corre o risco de perder o mandato de deputado federal ao qual está licenciado. A jurisprudência do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) garante que expulsos pela própria legenda podem se filiar a outro partido sem prejuízo ao cargo. O ministro deve permanecer no Turismo até o prazo de desincompatibilização, em abril de 2026, enquanto avalia convites de novas siglas.

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