LOA 2026 se arrasta e aumenta desgaste de Paulo Victor antes da segunda votação nesta quarta-feira

A condução administrativa do presidente da Câmara Municipal de São Luís, Paulo Victor, tem recebido críticas nos bastidores políticos e entre observadores do Legislativo municipal. A sequência de adiamentos na votação da Lei Orçamentária Anual (LOA) de 2026 expôs problemas de articulação e planejamento da Casa sob seu comando.
O principal ponto de desgaste é a dificuldade em garantir organização na pauta legislativa. A segunda votação da LOA, prevista para acontecer na próxima quarta-feira (25), é uma das matérias mais importantes do ano, já passou por várias remarcações antes de avançar no plenário. Para críticos, isso mostra falhas de gestão e falta de planejamento em temas que exigem mais cuidado político e técnico.
Outro fator que pesa contra a atual condução é a percepção de que decisões importantes têm sido deixadas para a última hora, o que aumenta a tensão entre base e oposição. A rejeição do pedido de urgência para votação da matéria, por exemplo, evidenciou ruídos na articulação governista dentro da própria Câmara.
Nos bastidores do Legislativo, vereadores também avaliam que a presidência poderia ter agido antes para evitar a judicialização que acabou forçando a realização de sessão para analisar a LOA em fevereiro. Esse tipo de situação costuma ser visto como sinal de fragilidade institucional.
Aliados de Paulo Victor, por outro lado, afirmam que o processo seguiu dentro da legalidade e que o prazo regimental foi respeitado, defendendo que não houve prejuízo formal à tramitação. Mesmo assim, a sequência de episódios tem reforçado a avaliação de que falta mais firmeza administrativa e capacidade de antecipação na condução dos trabalhos.
Com a segunda votação da LOA se aproximando, a expectativa é que a presidência consiga dar mais estabilidade à agenda legislativa. Caso isso não aconteça, o desgaste político tende a crescer em um momento em que a Câmara já enfrenta forte cobrança pública.



