Justiça revoga prisão de ex-diretor investigado por estupro de crianças em creche de Timon

A Justiça do Maranhão revogou a prisão preventiva de Alberto Luiz Freitas Monção, de 49 anos, ex-diretor adjunto da Creche Municipal Vila João Reis, em Timon, investigado por estupro de vulnerável contra crianças de 2 e 3 anos.
A decisão foi proferida pelo juiz Rogério Monteles, da 1ª Vara Criminal de Timon. Segundo o magistrado, o Ministério Público do Maranhão não apresentou a denúncia dentro do prazo legal e concordou com uma prorrogação considerada incompatível com os prazos previstos no Código de Processo Penal.
Com a decisão, Alberto Luiz Freitas Monção, que estava preso preventivamente desde o dia 27 de maio, responderá ao processo em liberdade, mas deverá cumprir medidas cautelares determinadas pela Justiça.
Na decisão, o juiz entendeu que o atraso na apresentação da denúncia retirou a justificativa para a manutenção da prisão preventiva. O magistrado também afirmou que os riscos apontados no processo podem ser controlados por meio de medidas cautelares, sem a necessidade de manter o investigado preso durante o andamento da ação.
O caso ganhou repercussão após a Polícia Civil investigar denúncias de violência sexual contra crianças matriculadas na creche municipal. Até o momento, seis possíveis vítimas, com idades entre 2 e 3 anos, já foram identificadas durante as investigações.
Segundo a polícia, a apuração começou após o caso de uma criança de 3 anos, cuja violência foi confirmada por laudo pericial. Após a divulgação do caso, outras famílias procuraram a Delegacia Especial da Mulher de Timon para registrar boletins de ocorrência e solicitar a análise de possíveis vítimas.
As investigações também apontam que imagens de câmeras de segurança mostram o ex-diretor levando crianças para um depósito isolado da creche, sem vigilância. A suspeita é de que ele retirava os alunos da sala com frequência sob o pretexto de entregar brinquedos ou permitir o uso de um celular.
A Polícia Civil informou que as investigações continuam para esclarecer se houve participação ou omissão de outras pessoas e identificar todas as possíveis vítimas do caso.



