Crime que chocou o Maranhão completa seis anos sem julgamento do acusado de ser o mandante

Seis anos após crime que chocou o Maranhão, família de mãe e filha assassinadas ainda aguarda julgamento de acusado de ser o mandante
Quase seis anos após o brutal assassinato de Graça Maria Pereira de Oliveira e de sua filha, Talita de Oliveira Frizero, familiares e amigos das vítimas voltaram a cobrar justiça. O crime, ocorrido em junho de 2020, dentro da residência onde as duas moravam, em São Luís, permanece sem um desfecho definitivo para dois dos acusados.
A manifestação ganhou força após a informação de que Geraldo Abade de Souza, ex-marido de Graça e apontado pelo Ministério Público como o mandante do duplo homicídio, passou a cumprir prisão domiciliar por decisão concedida em habeas corpus. Segundo familiares, o julgamento dele que seria no dia 07 de julho de 2026 pelo Tribunal do Júri foi adiado novamente.
Em publicação nas redes sociais, parentes afirmam que convivem diariamente com a ausência de Graça e Talita e lamentam a demora para que o caso seja concluído pela Justiça.
O executor confesso do crime, Jefferson Santos Serpa, foi condenado em agosto de 2022 a 56 anos de prisão pelos homicídios qualificados. Durante o julgamento, ele confessou a autoria dos assassinatos e declarou em plenário que recebeu R$ 5 mil para cometer o crime. Conforme a denúncia do Ministério Público, Jefferson teria sido contratado por Maycon Douglas Rodrigues de Souza, que, por sua vez, teria agido a mando de Geraldo Abade de Souza.
Na época, a perícia apontou que mãe e filha sofreram tortura e chegaram a lutar com o executor antes de serem mortas, em um dos crimes de maior repercussão registrados no Maranhão nos últimos anos.
Os familiares seguem aguardando que o acusado de ser o mandante seja levado a julgamento pelo Tribunal do Júri, encerrando um processo que, passados seis anos, ainda permanece sem uma decisão definitiva para todos os denunciados.



