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Distribuidora sem sede localizada vence licitações milionárias em Barreirinhas e Urbano Santos

Rafael das Neves dos Santos, sócio-proprietário da Distribuidora Monte Sinai. (Foto: reprodução)

A Distribuidora Monte Sinai teve R$ 7.567.035,65 em lotes adjudicados em uma licitação da Prefeitura de Barreirinhas para fornecimento de material permanente. A reportagem não localizou a sede da empresa no endereço informado nos registros consultados.

Barreirinhas é administrada pelo prefeito Vinicius Vale, filho de Iracema Vale, presidente da Assembleia Legislativa do Maranhão e deputada federal eleita.

No Pregão nº 01.2026.97-PMB, os lotes adjudicados à Monte Sinai foram de R$ 4.683.664,45, R$ 1.558.544,75, R$ 1.191.465,65, R$ 101.043,92 e R$ 32.316,88. Somados, os valores chegam a mais de R$ 7,5 milhões, para fornecimento de material permanente para o município de Barreirinhas.

A empresa também teve R$ 6.126.014,58 adjudicados em um processo licitatório de 2025 em Urbano Santos, município vizinho apontado como ligado ao mesmo grupo político de Barreirinhas. Considerados os dois procedimentos, os valores adjudicados à Monte Sinai chegam a R$ 13.693.050,23.

A repetição de licitações milionárias em cidades próximas torna necessário esclarecer quais critérios foram usados para escolher a empresa, que estrutura ela possui para atender aos contratos e se os materiais foram entregues conforme previsto. O valor adjudicado corresponde ao montante atribuído à vencedora no processo; não significa, por si só, que todo o valor tenha sido pago.

Diante de cifras desse porte e da sede não localizada pela reportagem, as prefeituras precisam apresentar os documentos da contratação, as pesquisas de preços, os registros de fiscalização e os comprovantes de entrega.

O caso também deve ser apurado pela Controladoria-Geral da União (CGU), pelo Ministério Público e pela Polícia Federal, para verificar a regularidade das licitações, a capacidade operacional da empresa e a efetiva execução dos contratos. Cabe aos órgãos de controle esclarecer se os procedimentos seguiram a legislação e se os milhões em materiais chegaram, de fato, aos órgãos públicos.

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