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Carlos Brandão manda afastar quatro policiais que não prenderam mulher acusada de agredir empregada doméstica

O governador Carlos Brandão determinou o afastamento de quatro policiais militares envolvidos no atendimento de uma ocorrência de agressão contra uma empregada doméstica de 19 anos, grávida de quase seis meses, no Maranhão. O caso ganhou repercussão nacional após denúncias de que a patroa acusada de espancar a jovem não teria sido conduzida à delegacia no momento da ocorrência.

A decisão foi tomada após a divulgação de áudios atribuídos à própria suspeita, nos quais ela relata as agressões e afirma que não foi levada para prestar depoimento porque conheceria um dos policiais que atenderam o caso. O conteúdo provocou indignação e levantou suspeitas de possível favorecimento e omissão por parte dos agentes.

Segundo informações confirmadas pela Polícia Civil a uma emissora local, os quatro policiais militares que estiveram na ocorrência foram afastados de suas funções enquanto o caso é investigado. Em um dos relatos, um dos próprios agentes teria reconhecido a gravidade da situação, mencionando os hematomas visíveis na vítima e a necessidade de encaminhamento imediato à delegacia, o que não aconteceu.

A jovem afirma ter sido agredida após ser acusada de roubo pela patroa. O caso chamou ainda mais atenção por envolver uma vítima gestante e pela suspeita de falha na condução policial diante da gravidade da denúncia.

O governador Carlos Brandão reforçou que o caso será apurado com rigor e que não haverá tolerância para qualquer tipo de omissão ou privilégio no tratamento da ocorrência. A repercussão também reacendeu o debate sobre a proteção de trabalhadoras domésticas e a responsabilização de agentes públicos diante de situações de violência.

As investigações seguem em andamento, e a expectativa é de que novos desdobramentos ocorram nos próximos dias, tanto na esfera criminal quanto administrativa.

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