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Roberto Rocha passa mal, é internado e adia depoimento ao STF em ação movida por Flávio Dino

O ex-senador Roberto Rocha precisou ser internado nesta terça-feira (23) após apresentar um quadro de hipertensão arterial descontrolada, poucas horas antes da audiência em que seria interrogado pelo Supremo Tribunal Federal (STF) na ação penal movida pelo ministro Flávio Dino.

De acordo com boletim médico, Roberto Rocha foi atendido em uma unidade hospitalar com pressão arterial elevada. O documento recomenda afastamento das atividades e repouso por cinco dias, motivo pelo qual o interrogatório previsto para ocorrer por videoconferência às 14h foi adiado.

A audiência faz parte da Ação Penal nº 2.843, que apura supostos crimes de calúnia e difamação atribuídos ao ex-senador em declarações feitas durante o período eleitoral de 2022.

No mesmo dia, a Procuradoria-Geral da República (PGR) manifestou-se pela rejeição do recurso apresentado pela defesa de Roberto Rocha. Em parecer assinado pelo procurador-geral da República, Paulo Gonet, o órgão sustentou que não há elementos capazes de modificar as decisões já tomadas pela Primeira Turma do STF, que recebeu a queixa-crime apresentada por Flávio Dino.

A PGR também defendeu o prosseguimento regular da ação penal e afastou a possibilidade de absolvição sumária do ex-parlamentar.

O processo teve origem em declarações feitas por Roberto Rocha durante a campanha eleitoral de 2022. Na ocasião, ele acusou Flávio Dino e integrantes de seu grupo político de exercer influência para pressionar prefeitos maranhenses, afirmações que deram origem à ação judicial.

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