Intoxicação por metanol: PF investiga casos em SP e possível distribuição nacional

A Polícia Federal abriu, nesta terça-feira (30), uma investigação para apurar a origem do metanol usado na adulteração de bebidas alcoólicas em São Paulo. Segundo o ministro da Justiça, Ricardo Lewandowski, há suspeita de que a substância também esteja sendo distribuída em outros estados. A PF não descarta a participação do crime organizado, incluindo o PCC.
Até a noite de segunda-feira (29), o Centro de Vigilância Sanitária de São Paulo havia confirmado seis casos de intoxicação, com três mortes, e outros dez estavam em investigação. Entre os pacientes, estão quatro jovens que passaram mal após consumir gin em uma adega na Cidade Dutra, Zona Sul da capital, em 1º de setembro.
O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, classificou o surto como “atípico” nesta terça-feira (30), destacando que 17 casos foram registrados apenas entre agosto e setembro, número equivalente ao esperado para um ano inteiro. Ele afirmou que o Ministério da Saúde vai publicar, nos próximos dias, uma nota técnica para orientar profissionais de saúde sobre sintomas e condutas. Segundo Padilha, as notificações devem ser feitas imediatamente, mesmo antes da confirmação laboratorial.
A fiscalização já começou em São Paulo. Desde o sábado (27), a Secretaria Nacional do Consumidor emitiu alerta a bares, adegas e pontos de venda para redobrarem a atenção a embalagens e rótulos suspeitos.
O Ministério da Justiça também notificará estabelecimentos onde foram encontradas bebidas contaminadas para identificar fornecedores e responsáveis.
Altamente tóxico, o metanol pode provocar dor abdominal intensa, náusea, perda de visão, convulsões e até a morte, mesmo em pequenas quantidades.



