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Pedestres se arriscam em engarrafamento quilométrico causado pelo ‘Pare e Siga’ na Ponte do Estreito

Foto: Reprodução/Redes sociais

SÃO LUÍS – A realização da Operação Pare e Siga na Ponte do Estreito dos Mosquitos, na BR-135, provoca um longo congestionamento e muita espera para motoristas e passageiros que tentam entrar ou sair de São Luís na noite deste sábado (22).

A retenção se estende por quilômetros e dura horas. Com o trânsito praticamente parado em alguns momentos, passageiros de ônibus e caminhões chegam a desembarcar dos veículos e seguir a pé pela pista, dividindo espaço com carros e veículos pesados.

Registros feitos por motoristas mostram a dimensão do congestionamento. Em um dos vídeos, passageiros descem de ônibus e caminhões e caminham pelo trecho durante a noite. A situação é ainda mais complicada para famílias que estão viajando com crianças.

Um motorista que ficou preso no congestionamento relatou que aguardava desde as 16h. “Desde a PRF, lá de Pedrinhas, desde as 16h… A meninada já está com fome, é desse jeito”, desabafou.

Entenda a operação

A retenção ocorre por causa das intervenções de manutenção na estrutura da Ponte do Estreito dos Mosquitos. Durante os trabalhos, o trânsito funciona de forma alternada nos dois sentidos, reduzindo a capacidade de circulação na principal ligação rodoviária entre o continente e a ilha de São Luís.

Neste fim de semana, a Operação Pare e Siga funciona nos seguintes horários:

  • Sábado (22): das 7h às 21h;
  • Domingo (23): das 7h às 12h.

A mesma interdição e o sistema de tráfego alternado estão previstos para o próximo fim de semana, nos dias 29 e 30 de agosto.

Manutenção

A intervenção faz parte das obras de recuperação estrutural da ponte e inclui a instalação de novas juntas de dilatação, serviço considerado necessário para a conservação e a segurança da estrutura.

A recuperação e a manutenção da Ponte do Estreito dos Mosquitos, assim como a gestão do trecho federal da BR-135, são de responsabilidade do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT).

A falta de rotas alternativas para o acesso à ilha aumenta o impacto da intervenção. Com o fluxo intenso de veículos e a redução da capacidade da ponte, especialmente durante o fim de semana, o congestionamento pode alcançar grandes extensões e provocar horas de espera.

A operação também está programada para os dias 29 e 30 de agosto, quando o trânsito deverá novamente funcionar de forma alternada no trecho.

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