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Pesquisa BTG/Nexus aponta Lula com 42% no 1º turno; no 2º, placar é de 47% a 43% contra Flávio

O levantamento também indica avanço de candidatos da terceira via. Foto: Reprodução

Levantamento BTG/Nexus divulgado nesta segunda-feira (27) mostra que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) segue na liderança da disputa pela Presidência da República e ampliou, dentro da margem de erro, sua vantagem sobre os adversários no primeiro turno. Já nas simulações de segundo turno, o petista permanece em empate técnico com os principais concorrentes.

No cenário estimulado para o primeiro turno, Lula aparece com 42% das intenções de voto, dois pontos percentuais acima da pesquisa anterior, quando registrava 40%. Flávio Bolsonaro (PL) oscilou de 34% para 33%, enquanto Ronaldo Caiado (PSD) passou de 5% para 6%. Renan Santos (Missão) subiu de 4% para 5%, e Romeu Zema (Novo) variou de 4% para 3%.

Na projeção de segundo turno entre Lula e Flávio Bolsonaro, o presidente manteve 47% das intenções de voto, enquanto o senador caiu de 44% para 43%. Apesar da vantagem numérica de quatro pontos, o resultado ainda configura empate técnico, considerando a margem de erro de dois pontos percentuais.

Nos demais cenários de segundo turno, os candidatos da chamada terceira via reduziram a diferença para Lula. O destaque é Ronaldo Caiado, que passou de uma desvantagem de nove pontos na pesquisa anterior para um cenário de 45% a 43%, também caracterizado como empate técnico. Romeu Zema aparece com 42% contra 46% de Lula, enquanto Renan Santos registra 39%, diante de 47% do presidente.

A pesquisa também avaliou a percepção dos brasileiros sobre a tarifa de 37,5% imposta pelos Estados Unidos a produtos brasileiros. Segundo o levantamento, 80% dos entrevistados afirmam ter conhecimento da medida. Entre eles, 53% acreditam que a decisão do presidente Donald Trump teve motivação política, com o objetivo de pressionar o governo brasileiro e influenciar as eleições. Outros 32% avaliam que a medida tem caráter exclusivamente comercial e econômico.

Quando questionados sobre quem seria o principal responsável pelo chamado “tarifaço”, o eleitorado ficou dividido: 41% atribuem a responsabilidade ao presidente Lula e o mesmo percentual aponta Flávio Bolsonaro.

O levantamento foi realizado por telefone entre os dias 24 e 26 de julho de 2026, com 2.004 eleitores em todo o país. A margem de erro é de dois pontos percentuais, para um nível de confiança de 95%.

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