Em encontro com mães atípicas, Orleans Brandão propõe 18 centros de atendimento no MA

O candidato ao Governo do Maranhão Orleans Brandão (MDB) defendeu a criação de uma rede regionalizada de atendimento às pessoas com Transtorno do Espectro Autista (TEA) durante encontro com mães atípicas, pessoas autistas e representantes de entidades, realizado nesta segunda-feira (21), em São Luís.
A proposta prevê a implantação de 18 centros de atendimento distribuídos pelas diferentes regionais do Maranhão, com o objetivo de aproximar os serviços especializados das famílias que vivem no interior do estado.
Durante a roda de conversa, uma das principais demandas apresentadas foi justamente a necessidade de deslocamento para São Luís em busca de terapias e outros atendimentos. Segundo os participantes, a distância aumenta os custos e as dificuldades enfrentadas pelas famílias que precisam manter acompanhamento contínuo.

Orleans afirmou que a regionalização do atendimento exige planejamento e profissionais especializados, como psicólogos, fisioterapeutas e terapeutas ocupacionais.
“Eu acredito que nós temos que regionalizar o TEA. Não é algo fácil, e prometer tem que ter muita responsabilidade, sobretudo por conta da mão de obra qualificada. Mas eu já estou estudando como fazer isso”, afirmou.
Secretaria da Inclusão
Outra proposta apresentada pelo candidato foi a criação de uma Secretaria da Inclusão, caso seja eleito governador. Segundo Orleans, a estrutura teria como objetivo manter um canal permanente de diálogo com pessoas com deficiência, familiares e entidades.
“Uma das principais ações do meu governo, a partir de janeiro de 2027, vai ser criar a Secretaria da Inclusão. Uma secretaria que vai estar perto das pessoas, que vai conversar com as famílias e que também vai levar a regionalização do TEA”, declarou.
O candidato também defendeu ações voltadas à capacitação e à inserção das mães atípicas no mercado de trabalho. A proposta, segundo ele, é ampliar as oportunidades para que as mulheres possam conciliar os cuidados com os filhos e a própria vida profissional.
Famílias pedem atendimento no interior
Presidente da Associação de Amigos do Autista do Maranhão (AMA-MA) e mãe atípica, Telma Nascimento destacou a importância da descentralização dos serviços. Ela defendeu que os atendimentos sejam disponibilizados em municípios-polo, reduzindo a necessidade de viagens frequentes para a capital.
Telma também chamou atenção para a necessidade de políticas voltadas às diferentes fases da vida das pessoas autistas, incluindo adolescentes, jovens e adultos.
“Não é só criança. É adolescente, é jovem, é adulto. E a gente precisa discutir o que vai acontecer com esse adulto autista quando os pais não estiverem mais aqui”, afirmou.
O encontro ocorreu no Dia Nacional da Pessoa com Deficiência e também contou com a participação de crianças de famílias da Cidade Olímpica e de outras comunidades. Elas entregaram a Orleans um painel com fotografias, desenhos e mensagens produzidas durante a atividade.

Também participaram Bernardo Leite, secretário adjunto da Secretaria de Estado de Governo do Maranhão (Segov); Isabelle Passinho, presidente do Núcleo MDB Inclusão; Lídia Carvalho, diretora executiva de gestão de pessoas da UNICEF; Dra. Carol Boueres, candidata a deputada federal pelo União Brasil; Joelma Neves, influenciadora digital e mãe atípica; além de representantes de entidades ligadas à causa da inclusão.



