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Jovem de 28 anos é dono de empresa que recebeu quase R$ 60 milhões de prefeituras do Maranhão

Marcelo André Freitas Giusti. Foto: reprodução

A Ricco Farma Distribuidora Ltda., registrada em nome de Marcelo André Freitas Giusti, de 28 anos, que cresceu no bairro da Liberdade, região periférica de São Luís, recebeu quase R$ 60 milhões em pagamentos de prefeituras maranhenses em menos de dois anos. O volume de recursos públicos chama atenção pela dimensão dos valores e pela presença da empresa em dezenas de administrações municipais.

Com sede na Rua do Ribeirão, na Vila Sarney, em São Luís, a distribuidora de medicamentos recebeu R$ 58.702.969,47 entre janeiro de 2025 e outubro de 2026, segundo levantamento.

Desse total, R$ 29.417.044,27 foram pagos em 2025. Em 2026, os pagamentos somaram R$ 29.285.925,20, conforme os dados apresentados na publicação.

O montante chama atenção especialmente pelo curto intervalo em que a empresa alcançou esse volume de pagamentos públicos. A dimensão dos negócios levanta questionamentos sobre a estrutura da distribuidora, sua capacidade de fornecimento e as condições que possibilitaram sua expansão nas contratações municipais.

Entre os municípios citados no levantamento estão Zé Doca, Maranhãozinho, Governador Nunes Freire, Centro do Guilherme, Apicum-Açu, Tutóia e Cachoeira Grande. Algumas dessas cidades são administradas por grupos políticos ligados ao PL, partido do deputado federal Josimar Maranhãozinho.

Outro ponto destacado é a utilização de adesões a atas de registro de preços, conhecidas como “carona”, em parte das contratações. Embora o procedimento seja permitido pela legislação, sua utilização exige justificativas e o cumprimento de requisitos legais.

Diante dos valores envolvidos, também surgem questionamentos sobre os critérios adotados pelas prefeituras para contratar a empresa, a compatibilidade dos preços com os praticados no mercado e a efetiva entrega dos medicamentos previstos nos contratos.

Os quase R$ 60 milhões correspondem aos pagamentos recebidos pela empresa, não necessariamente ao lucro ou patrimônio pessoal do proprietário. Os dados apresentados também não comprovam, isoladamente, a existência de irregularidades. Ainda assim, o volume de recursos públicos e a abrangência das contratações tornam necessária a transparência sobre os negócios realizados pela distribuidora.

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