Mulheres juízas da América Latina e Caribe participam de conferência internacional em São Luís

A Escola Superior da Magistratura do Maranhão (ESMAM) abriu, nesta quinta-feira (26), em São Luís, a Conferência Regional da International Association of Women Judges (IAWJ) – América Latina e Caribe, reunindo cerca de 100 magistradas no Espaço Cultural Humberto de Maracanã. Com o tema “Mulheres Juízas em Conexão: Equidade, Justiça e Liderança na América Latina e Caribe”, no encontro, que vai até esta sexta-feira (27), as participantes debatem sobre o papel das mulheres na atuação do Judiciário.
A mesa de abertura foi composta pelo vice-presidente do Tribunal de Justiça do Maranhão (TJMA), desembargador Raimundo Moraes Bogéa, no exercício da presidência; a diretora da ESMAM, desembargadora Sônia Maria Amaral Fernandes Ribeiro; a ministra do Superior Tribunal de Justiça da Província de Entre Ríos, Susana Ester Medina; a ministra do Supremo Tribunal do Caribe Oriental, Jacqueline Josiah Graham; a vice prefeita de São Luís Esmênia Miranda, e a vice-presidente da Associação dos Magistrados do Maranhão AMMA), juíza Sueli de Oliveira dos Santos Feitosa. Também integrou o dispositivo de honra a juíza Eulice Jaqueline da Costa Silva Cherulli, representando a presidente da Associação dos Magistrados Brasileiros (AMB), juíza Vanessa Mateus.
JUSTIÇA COM PERSPECTIVA DE GÊNERO
A palestra magna “Justiça com Perspectiva de Gênero: O Papel das Mulheres na Transformação do Poder Judiciário” foi conduzida pela ministra Carolina Llanes, da Suprema Corte do Paraguai. A atividade reforçou a importância da atuação feminina na construção de uma justiça mais inclusiva e representativa.

Em sua exposição, a ministra apresentou o “Atlas de Gênero e Políticas Judiciais do Paraguai”, instrumento que reúne dados estatísticos do país, que evidenciam desigualdades entre homens e mulheres em áreas como educação, trabalho, renda, saúde, participação política e acesso à justiça. A ministra destacou a importância da produção e utilização dos dados.
“O objetivo é visibilizar as disparidades entre homens e mulheres, por meio de indicadores sociais, econômicos e demográficos, para orientar decisões e políticas públicas mais eficazes”, explicou.
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