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Contrato de quase R$ 10 milhões para construção de escola em Mirador levanta questionamentos sobre valores e transparência

A Prefeitura de Mirador, administrada pela prefeita Maria Domingas Gomes Cabral Santana, firmou um contrato de R$ 9.721.905,01 para a construção de uma escola padrão de nove salas no município. O valor expressivo, próximo de R$ 10 milhões, tem chamado atenção e levantado dúvidas quanto à proporcionalidade e à transparência da aplicação dos recursos.

A empresa responsável pela obra é a Mix Gestão Construção e Locação Ltda, pertencente ao empresário Wellington Lima Bacelar Júnior, e o prazo de execução é de 12 meses. Segundo o edital, o projeto segue o modelo de escola tipo padrão, com salas climatizadas, banheiros adaptados, refeitório e área de convivência, estrutura importante, mas que dificilmente justificaria um investimento tão elevado para uma unidade de ensino de apenas nove salas.

Dados públicos do portal Buscar Licitação e do Tribunal de Contas do Estado (TCE-MA) mostram que a empresa já prestou serviços a outras prefeituras, o que demonstra experiência no setor. No entanto, o valor milionário chama a atenção justamente em um estado onde obras semelhantes costumam custar significativamente menos, o que reforça a necessidade de vigilância social e auditoria detalhada sobre o contrato.

Enquanto o município enfrenta desafios básicos em áreas como infraestrutura e saúde, a destinação de quase R$ 10 milhões a uma única obra levanta o questionamento: por que o custo de uma escola em Mirador é tão alto em comparação com outras cidades do mesmo porte?A ausência de esclarecimentos públicos por parte da gestão municipal alimenta ainda mais a desconfiança. Não há, até o momento, relatórios técnicos ou planilhas detalhadas que justifiquem o valor contratado, tampouco informações claras sobre o cronograma e a fiscalização da obra.

Mais do que números, o caso evidencia um problema recorrente no Maranhão: a falta de transparência e de prestação de contas sobre contratos públicos milionários, especialmente em municípios pequenos, onde o controle social é limitado e os recursos, escassos.

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