Prefeito Mecinho pode perder mandato por esquema de compra de votos e uso da máquina pública em São João Batista

O prefeito reeleito de São João Batista, Emerson Livio Soares Pinto, o “Mecinho”, e seu vice, Willian Penha Barros, estão sendo investigados por supostas irregularidades durante as eleições de 2024. Uma Ação de Investigação Judicial Eleitoral (AIJE), movida pela coligação “Chegou a Vez do Povo”, acusa a chapa de abuso de poder político e econômico, uso da estrutura da prefeitura na campanha e compra de votos.
Entre os fatos apontados está o uso de maquinário público, como uma pá carregadeira apreendida na véspera da eleição, para obras em povoados da zona rural, supostamente como forma de angariar apoio político. A denúncia também cita a contratação de mais de 100 servidores temporários durante o período eleitoral, mesmo após decisão judicial contrária.
A ação também relata propaganda antecipada, com uso irregular de transporte escolar, distribuição de camisetas e carros de som pedindo votos antes do período permitido. Parte dessas condutas já resultou em decisão liminar obrigando a retirada de conteúdos das redes sociais do prefeito.
Outro ponto grave da denúncia envolve flagrante da Polícia Civil em 5 de outubro de 2024, quando a pá carregadeira da Prefeitura foi encontrada executando obras em estrada de povoado, caracterizando possível uso eleitoreiro de bens públicos. Provas como vídeos e fotos foram autenticadas digitalmente.
A Justiça Eleitoral da 63ª Zona já notificou os investigados. Caso as denúncias sejam confirmadas, o prefeito e o vice podem ter seus mandatos cassados, pagar multa e ficar inelegíveis por oito anos.
A defesa de Mecinho ainda não se manifestou. O portal São Luís Notícia mantém o espaço aberto para os esclarecimentos.
Por Felipe Serra, com informações Neto Cruz


