Derrota nas urnas e silêncio sobre Lula expõem desgaste de Weverton Rocha

O senador Weverton Rocha (PDT-MA) encerra um ciclo político com uma derrota expressiva nas urnas. Com mandato até 2027, ele recebeu 1.086.318 votos, mas terminou fora das duas vagas em disputa para o Senado no Maranhão. A votação não foi suficiente para garantir a reeleição.
A derrota veio em meio ao desgaste provocado pela Operação Sem Desconto. A Polícia Federal investiga suspeitas de fraudes em descontos aplicados a aposentadorias e pensões do INSS e de lavagem de dinheiro. Em representação ao Supremo, investigadores atribuíram a Weverton possível participação no esquema; investigação não é condenação, e o senador nega irregularidades.
Também chamou atenção o silêncio do senador no segundo turno presidencial. Vice-líder do governo Lula no Senado, Weverton não declarou publicamente apoio ao presidente na etapa final da disputa e não participou do ato de campanha de Lula em São Luís. A ausência contrastou com a proximidade política que ele próprio havia apresentado nos meses anteriores.
Para quem ocupava posição de confiança na base governista, a falta de uma manifestação clara levantou questionamentos sobre lealdade e cálculo político. No momento em que Lula buscava reunir aliados, Weverton preferiu o silêncio — uma escolha que agora se soma à derrota eleitoral e às suspeitas investigadas pela PF.
A eleição não encerra automaticamente a carreira política do senador, mas marca um revés profundo. Sem a reeleição e sob pressão de uma investigação de grande repercussão, Weverton deixa o Senado em 2027 diante de uma pergunta inevitável: ainda terá força para voltar ao centro da política maranhense?



