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Maranhão lança programa pioneiro para cuidar da saúde mental de pesquisadores da pós-graduação

Foto: Reprodução

O Governo do Maranhão vai implantar um programa inédito voltado à promoção da saúde mental de pesquisadores da pós-graduação. A iniciativa, desenvolvida em parceria entre a Fundação de Amparo à Pesquisa e ao Desenvolvimento Científico e Tecnológico do Maranhão (FAPEMA) e a Fundação Escola de Governo do Maranhão (EGMA), terá início no dia 27 de julho e beneficiará até 200 pesquisadores ao longo de um ano.

Batizado de Programa Cuidado em Saúde Mental na Pós-Graduação no Maranhão, o projeto oferecerá formação, acolhimento psicológico e ações de promoção do bem-estar para mestrandos, doutorandos e bolsistas vinculados à FAPEMA.

A proposta busca enfrentar um cenário preocupante identificado entre estudantes de pós-graduação. Dados de um levantamento nacional apontam que 74% dos pós-graduandos relataram sintomas de ansiedade, 31% sofrem de insônia crônica e 25% apresentam quadros depressivos, índices superiores aos observados na população em geral.

Durante os 12 meses de execução, serão formadas oito turmas, com até 25 participantes cada. Os pesquisadores terão acesso a 25 horas de formação distribuídas em cinco módulos, que abordarão temas como reconhecimento do adoecimento acadêmico, manejo do estresse e construção de sentido na carreira científica.

Além das atividades formativas, o programa contará com uma rede permanente de apoio psicológico composta por profissionais especializados, que acompanharão os participantes durante toda a vigência do projeto. Também serão promovidas oficinas voltadas à saúde física, reforçando a importância da integração entre bem-estar emocional e hábitos saudáveis.

Segundo o presidente da FAPEMA, Nordman Wall, investir na saúde mental dos pesquisadores significa fortalecer a produção científica do estado. Ele destaca que a qualidade da pesquisa depende de profissionais física e emocionalmente saudáveis e que a iniciativa representa um avanço na valorização da ciência maranhense.

A presidente da EGMA, Leuzinete Pereira, afirmou que o programa reconhece os desafios enfrentados por quem produz conhecimento científico e oferece suporte qualificado para o desenvolvimento de competências socioemocionais essenciais à formação acadêmica e profissional.

De acordo com a coordenação acadêmica do projeto, a proposta representa uma mudança na forma como o ambiente universitário trata o adoecimento mental, entendendo que cuidar da saúde dos pesquisadores também significa preservar os investimentos públicos em ciência e garantir maior permanência e produtividade na pós-graduação.

As inscrições e o cronograma das turmas serão divulgados nos próximos dias pelos canais oficiais da FAPEMA e da EGMA.

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