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Branco da Madeireira: ex sócio de Pacovan, operador de prefeitos e novo nome forte da agiotagem no Maranhão

O Portal São Luís Notícia recebeu informações exclusivas que apontam o avanço da atuação de Elinilson de Sousa Silva, mais conhecido como “Branco da Madeireira”, considerado um dos maiores agiotas em atividade no Maranhão e já apelidado nos bastidores políticos como o “novo Pacovan”.

A influência de Branco voltou a chamar atenção após a prisão de sua irmã, Tatiele de Sousa Silva, e de seu cunhado, José Isac Lobato Paiva, pela Polícia Federal, sob acusação de lavagem de dinheiro. O casal foi flagrado sacando 700 mil reais em espécie em uma agência bancária no município de Zé Doca (MA).

A investigação tramita na Primeira Vara Federal da Seção Judiciária do Maranhão, sob o número 1087685-44.2025.4.01.3700, e teve a quebra do sigilo telefônico e telemático dos investigados autorizada pelo juiz Ronaldo Castro Desterro e Silva.

O caso tem causado preocupação no meio político, especialmente no entorno do deputado federal Cleber Verde (MDB), que, segundo fontes, mantém relações pessoais e comerciais com Branco da Madeireira. Há temor de que o nome do parlamentar ou referências a emendas parlamentares possam aparecer em comunicações interceptadas pela Polícia Federal.

De acordo com informações obtidas pelo Portal São Luís Notícia, Branco é ex sócio do agiota Pacovan, figura já conhecida por envolvimento em esquemas milionários no estado, e atualmente é sócio do filho de Pacovan, mantendo assim a continuidade das operações financeiras do antigo grupo.

As apurações indicam ainda que Branco atua como operador financeiro de prefeitos maranhenses, entre eles Toca Serra (Pedro do Rosário), André da Ralpnet (Pinheiro) e Daniel Sena (Governador Newton Belo). Os esquemas envolveriam movimentações de recursos públicos, lavagem de dinheiro e intermediação de contratos em várias regiões do estado.

Segundo denúncia anônima recebida pelo portal, o prefeito Toca Serra estaria nas mãos do agiota, após contrair um empréstimo de aproximadamente 18 milhões de reais. Parte desse valor teria sido viabilizada por meio de um empréstimo feito em nome da própria Prefeitura de Pedro do Rosário, com o objetivo de quitar dívidas com Branco e assegurar apoio financeiro para a eleição do irmão do prefeito no município de Araguanã.

A teia de influência e poder de Branco, somada às ligações com políticos e empresários, desperta a pergunta que começa a ecoar nos bastidores:estaria surgindo o novo Pacovan do Maranhão?

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