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Um mês de angústia: buscas por irmãos desaparecidos no MA seguem sem respostas

As buscas pelos irmãos Ágatha Isabelly (6) e Allan Michael (4) completam um mês sem desfecho no Maranhão. As crianças desapareceram em 4 de janeiro, após saírem de casa para brincar no quilombo São Sebastião dos Pretos, em Bacabal (MA).

Desde o dia do sumiço, uma grande operação foi montada envolvendo mais de 260 agentes, com apoio do Exército Brasileiro, Marinha do Brasil, Corpo de Bombeiros do Maranhão e do Ceará, além de centenas de voluntários. Em alguns momentos, o número de pessoas mobilizadas ultrapassou mil.

As equipes realizaram varreduras em cerca de 200 quilômetros de mata, áreas alagadas, lagos da região e no Rio Mearim, onde bombeiros percorreram aproximadamente 180 quilômetros em buscas aquáticas. Apesar do esforço, nenhum objeto, roupa ou rastro que indique o paradeiro das crianças foi confirmado.

A região onde ocorreram as buscas apresenta mata densa, cursos d’água e áreas alagadas, fatores que dificultam o trabalho, segundo a Secretaria de Segurança Pública do Maranhão (SSP-MA). As buscas no rio foram oficialmente encerradas em 22 de janeiro, mas a investigação continua.

Ao longo do período, diversas denúncias e informações que circularam nas redes sociais, incluindo a possibilidade de as crianças estarem em outros estados ou envolvimento da família, foram apuradas e descartadas pela polícia.

A Polícia Civil segue priorizando a linha de investigação de que as crianças possam ter se perdido na mata, sem descartar outras hipóteses. O caso segue sem conclusão e mantém familiares e moradores da região em clima de apreensão.

Cronologia do desaparecimento dos irmãos em Bacabal (MA)

4 de janeiro de 2026: Ágatha Isabelly, de 6 anos, e Allan Michael, de 4, desaparecem após saírem de casa para brincar no quilombo São Sebastião dos Pretos, zona rural de Bacabal. A família percebe a ausência das crianças e aciona moradores da comunidade.

5 de janeiro: As buscas são iniciadas com apoio do Corpo de Bombeiros do Maranhão. Equipes fazem varreduras na mata próxima às residências e em áreas alagadas.

Entre 6 e 10 de janeiro: A operação é ampliada com reforço da Polícia Civil, Exército Brasileiro, Marinha do Brasil e bombeiros do Maranhão e do Ceará. Voluntários da região também se unem às buscas.

Meados de janeiro: As equipes percorrem cerca de 200 quilômetros de mata e realizam buscas aquáticas no Rio Mearim, com varredura de aproximadamente 180 quilômetros. Nenhum vestígio das crianças é encontrado.

22 de janeiro: As buscas aquáticas no Rio Mearim são oficialmente encerradas devido à ausência de indícios. As buscas terrestres passam a ser reduzidas gradualmente.

Final de janeiro: A Polícia Civil informa que denúncias e informações divulgadas nas redes sociais, incluindo hipóteses de sequestro ou localização das crianças em outros estados, foram investigadas e descartadas.

4 de fevereiro de 2026: O desaparecimento completa um mês sem respostas. As investigações continuam sob responsabilidade da Polícia Civil do Maranhão, que mantém o caso em aberto.

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