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Defesa de Rommeo Amin afirma que vereador denunciou suspeita que originou investigação do Gaeco.

Foto: reprodução / internet


A defesa do vereador de São Luís Rommeo Amin se manifestou nesta quinta-feira (3) sobre a divulgação feita pelo Grupo de Atuação Especial de Combate às Organizações Criminosas (Gaeco), do Ministério Público do Maranhão, relacionada à denominada “Operação Faz de Conta”.

Em nota assinada pelo advogado José Carlos Sousa dos Santos, a defesa criticou a divulgação pública das acusações antes que todos os procedimentos e elementos estivessem integralmente disponíveis às partes e aos advogados no sistema judicial.

Segundo a manifestação, as acusações envolvendo Rommeo Amin são referentes ao período em que ele ocupou o cargo de secretário municipal de Desportos e Lazer de São Luís (Semdel).

A defesa sustenta que, nos processos em que já houve produção de provas e exercício do contraditório, não teria sido demonstrado que o vereador recebeu recursos de origem ilícita, realizou saques, recebeu transferências ou obteve qualquer vantagem patrimonial relacionada aos fatos investigados.

Ainda conforme a nota, as investigações teriam começado depois que o próprio Rommeo Amin, ao desconfiar da autenticidade de um documento apresentado à Semdel, acionou o Ministério Público para que a situação fosse apurada.

“Diante da suspeita sobre documento apresentado à Semdel, a própria Secretaria, com conhecimento e aval de Rommeo, acionou o Ministério Público para verificar sua autenticidade”, afirma a defesa.

O advogado também argumenta que o simples fato de Rommeo ter ocupado o comando da secretaria não seria suficiente para atribuir a ele responsabilidade criminal. Para a defesa, eventual responsabilização depende da apresentação de provas concretas de autoria e intenção na prática das irregularidades investigadas.

A nota informa que o vereador continuará respondendo às acusações no processo e afirma que ele está disposto a enfrentar os questionamentos apresentados pelo Ministério Público.

Ao final, a defesa reforça que a existência de uma denúncia não representa condenação e que a responsabilidade criminal deverá ser analisada pelo Poder Judiciário, com respeito ao contraditório e à ampla defesa.

O espaço permanece disponível para manifestação do Ministério Público do Maranhão e dos demais envolvidos.

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