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Briga entre brandonistas e dinistas pode enfraquecer o governo e favorecer a oposição

Na foto: Felipe Camarão e Orleans Brandão

A disputa silenciosa, mas cada vez mais evidente, entre aliados do vice-governador Felipe Camarão e do secretário de Assuntos Municipalistas, Orleans Brandão, já começa a mexer no xadrez político do Maranhão. O que poderia ser apenas uma disputa de bastidores por espaço e protagonismo dentro do grupo governista corre o sério risco de se transformar em um verdadeiro tiro no pé para o projeto político do Palácio dos Leões.

De um lado, Camarão, que ocupa a vice-governadoria e não esconde de ninguém o desejo de disputar o Governo do Estado em 2026. Nas últimas semanas, ele tem intensificado suas agendas pelo interior e já passou por cidades como Cururupu, Pinheiro, Bacabal, Caxias e Codó, buscando consolidar seu nome e ampliar sua presença política.

Do outro lado, Orleans Brandão, que mesmo sendo secretário de Assuntos Municipalistas e ligado ao núcleo mais próximo do governador Carlos Brandão, também sonha com o Palácio dos Leões e conta com o respaldo direto do governo para fortalecer sua imagem. Ele também tem rodado o interior e recentemente esteve em Rosário, Cantanhede, Arari e Coelho Neto.

O problema é que essa briga interna, que já começa a respingar em declarações, gestos e movimentos nos bastidores, enfraquece o grupo como um todo e abre espaço para o fortalecimento da oposição, principalmente em São Luís. A capital maranhense, com seu peso político e simbólico, pode se tornar o primeiro reflexo dos efeitos negativos dessa disputa precoce.

Quem sai ganhando com esse cenário? O prefeito Eduardo Braide, claro. Mesmo enfrentando críticas e desafios em sua gestão, Braide pode se beneficiar diretamente da divisão no grupo governista. Quanto mais o campo adversário se fragmenta, maior a margem de manobra para a oposição consolidar apoios e avançar.

O governo precisa decidir se vai administrar o Maranhão ou os próprios egos. Se o fogo amigo continuar tomando conta dos bastidores, o projeto de manutenção do grupo no comando do Estado em 2026 pode ser seriamente comprometido.

Por Felipe Serra

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